‘Revisão da vida toda’ volta a ser julgada no STF

Aposentados e pensionistas, com seus representantes, permaneceram em Brasília nesta semana tentando garantir seus direitos já sentenciados por STJ e STF

Sede do Supremo Tribunal Federal; com a expectativa e esperança de que os ministros mantenham a decisão, muitos aposentados e pensionistas pelo País estiveram nesta semana em Brasília

Sede do Supremo Tribunal Federal; com a expectativa e esperança de que os ministros mantenham a decisão, muitos aposentados e pensionistas pelo País estiveram nesta semana em Brasília | Odjair Baena/Gazeta de S. Paulo

Milhares de aposentados de Santos e Região e milhões em todo o País estão na expectativa e esperança de obter um reajuste em seus benefícios com o recálculo de suas aposentadorias na Revisão da Vida Toda já julgada procedente pelo STF.

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Entretanto, o INSS recorreu da decisão com embargos declaratórios e o Supremo vai julgar o caso novamente, desde a última sexta-feira (11), no plenário virtual, com previsão final de encerramento para o dia 21.

Com a expectativa e esperança de que os ministros mantenham a decisão, muitos aposentados e pensionistas estiveram nesta semana em Brasília. Junto com seus líderes sindicais e orientados por advogados, a categoria se mobilizou em visitas aos gabinetes de ministros para solicitar que o julgamento favorável da ação da revisão da vida toda seja mantida pela Suprema Corte e que os embargos do INSS sejam rejeitados.

Antes de chegar ao STF, a ação já havia sido julgada favorável, também no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela permite que aposentados e pensionistas possam usar todas suas contribuições feitas ao INSS, inclusive as anteriores a 1994 (antes do Plano Real), que foram descartadas pela previdência social, para recalcular um novo benefício.

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A batalha jurídica foi transferida para o STF, que julgou o caso em dezembro do ano passado. A decisão considerou inconstitucional o método usado pelo INSS na concessão dessas aposentadorias e obrigou a previdência a recalcular os benefícios.

O INSS recorreu mediante embargos. Com essa medida, a ação está de volta ao plenário da Corte , que marcou o novo julgamento onde o INSS pretende modificar a decisão favorável aos aposentados mediante esse recurso.

Representado pela Advocacia Geral da União( AGU) , o INSS, através da Previdência Social, está questionando vários pontos do julgamento.

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Diz também, que a execução da sentença pode beneficiar milhões de aposentados e pensionistas e gerar quantia vultosa e ainda incalculável à União, aumentando o déficit da previdência. Informa ainda que, se a decisão for mantida, o INSS vai precisar de mais tempo para adequar seu sistema de informatização.

O julgamento ocorrerá no plenário virtual e vai se estender até o próximo dia 21. Até lá, os 11 ministros terão que entregar seus votos e fundamentos mantendo ou alterando a decisão anterior.

 

STF suspende ações no Tribunal

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Ao colocar o recurso do INSS para votação no plenário virtual, o ministro-relator Alexandre de Moraes, tomou a decisão de suspender todos os processos da revisão da vida toda que estão tramitando nos tribunais do País.

Ele informou que a decisão visa garantir uniformidade e segurança jurídica diante da proximidade do novo julgamento.

Ao tomar essa decisão ele acatou pedido do INSS no Recurso Extraordinário 1276977 no Tema 1102 que tem repercussão geral.

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SEM RECURSOS.

Independente de qual seja o resultado do novo julgamento no STF, a Previdência Social se antecipou e tomou uma decisão: não vai mais aceitar que segurados entrem com recursos administrativos pedindo a revisão dos benefícios.

Segundo o INSS a medida foi tomada para aguardar o tránsito em julgado no Supremo.

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Luíz Augusto de Almeida, presidente da Associação dos Aposentados do Sintraport (APOSINTRA), disse à reportagem do Diário do Litoral que o INSS tem feito de tudo para atrapalhar a vida dos aposentados.

“Acredito que o STF vai dar a resposta que os segurados aguardam por muitos anos. Os beneficiários da previdência social estão com suas aposentadorias defasadas, com dificuldade de sobrevivência e têm agora a possibilidade de fazer o recálculo de seus benefícios usando as contribuições anteriores ao ano de 1994”.

Conclui afirmando que vai acompanhar a votação e depois da vitória comemorar com os aposentados portuários e também com os aposentados e pensionistas das demais categorias de Santos e Região.