Brasil
Idade mínima, pontuação e pedágios ficam mais rígidos a partir de janeiro; planejamento pelo Meu INSS é essencial para garantir o melhor benefício
Para se aposentar, a idade mínima é de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens / Freepik
Continua depois da publicidade
As regras da aposentadoria pelo INSS mudam a partir desta quinta-feira (1º), com impacto direto sobre quem pretende pedir o benefício em 2026.
As alterações fazem parte do cronograma anual de ajustes criado após a reforma da Previdência de 2019, que instituiu idade mínima, novas fórmulas de cálculo e regras de transição.
Continua depois da publicidade
A Emenda Constitucional nº 103 estabeleceu idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, além de mudanças no cálculo do valor da aposentadoria, com o objetivo de conter o déficit previdenciário. Desde então, os critérios ficam mais rigorosos a cada ano.
Trabalhadores que começaram a contribuir com a Previdência Social após 13 de novembro de 2019 já estão sujeitos às regras definitivas da reforma, com idade mínima obrigatória.
Continua depois da publicidade
Veja também: Caixa de Previdência de Cubatão passa a receber solicitações on-line em janeiro
Já quem estava no mercado de trabalho antes dessa data pode se enquadrar em regras de transição, que variam conforme o tempo de contribuição e a idade alcançados.
Entre essas regras estão:
Continua depois da publicidade
Quem cumpriu todos os requisitos antes da reforma ou até o fim de 2025 mantém o chamado direito adquirido, podendo se aposentar pelas regras antigas, mesmo que o pedido seja feito apenas em 2026.
Segundo especialistas, quem completou os requisitos até 2025 pode escolher a regra mais vantajosa, mesmo que as exigências tenham aumentado em 2026.
Nesses casos, o benefício é calculado com base na data em que o segurado atingiu as condições mínimas, embora os valores atrasados só sejam pagos a partir da data do pedido.
Continua depois da publicidade
Além disso, períodos especiais — como trabalho rural, atividade especial, serviço militar ou vínculos reconhecidos judicialmente — ainda podem ser considerados, desde que devidamente comprovados.
Em 2026, a pontuação mínima exigida será de:
É necessário cumprir o tempo mínimo de contribuição: 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres). A pontuação aumenta um ponto por ano até atingir o limite definitivo.
Continua depois da publicidade
Veja também: Paraíso dos idosos fica no litoral de SP e cidade tem mais de uma centena acima dos 99
Outra opção exige tempo mínimo de contribuição e idade crescente:
A idade sobe gradualmente até alcançar 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres).
Continua depois da publicidade
O segurado deve trabalhar o dobro do tempo que faltava para se aposentar em novembro de 2019. Se faltavam dois anos, por exemplo, será necessário contribuir por mais quatro.
Professores que já estavam na ativa antes da reforma contam com regras específicas, tanto por pontos quanto por idade mínima, com exigência menor de tempo de contribuição. Em 2026:
Após a reforma, o cálculo da aposentadoria passou a considerar 100% dos salários de contribuição desde julho de 1994, sem descartar os menores valores — o que, na prática, reduz o benefício.
Continua depois da publicidade
Pelas regras atuais, o segurado recebe 60% da média salarial, com acréscimo de 2% para cada ano que ultrapassar o tempo mínimo de contribuição. O valor final:
O segurado pode simular a aposentadoria pelo aplicativo ou site Meu INSS, que indica qual regra já foi alcançada e qual é a mais vantajosa. Antes de fazer o pedido, é fundamental conferir se todos os vínculos e contribuições estão corretos no CNIS.
Especialistas recomendam planejamento: em alguns casos, esperar mais alguns meses ou anos pode resultar em um benefício maior, embora isso signifique abrir mão de renda no curto prazo.
Continua depois da publicidade
Com regras mais duras a cada ano, entender as mudanças e planejar o momento certo de solicitar a aposentadoria se tornou essencial para quem pretende garantir o melhor valor possível em 2026.