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Praias pelo Brasil apresentam recuo excessivo do mar; fenômeno é perigoso?

O que acontece quando o oceano decide se afastar por horas?

Jeferson Marques

Publicado em 27/11/2025 às 16:11

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Mar está recuando em várias praias do Brasil / Foto ilustrativa / Imagem gerada por IA/DL

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Na manhã de 21 de agosto de 2025, surfistas e banhistas que foram à orla de Praia Grande (SP) se depararam com uma cena inesperada: o mar parecia ter desaparecido. A água recuou tanto que deixou o calçadão, os quiosques e o que normalmente seria faixa de ondas coberta por dezenas de metros de areia seca — e o que era praia virou quase deserto. O fenômeno, embora chamativo, não sinaliza desastre: é apenas a maré em seu extremo recuo.

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O recuo extremo da maré — simples, mas impressionante

O fenômeno é explicado pela combinação de fatores naturais: alinhamento entre Lua, Sol e Terra — chamado de sizígia —, variações na pressão atmosférica e, às vezes, ventos fortes que empurram a água mar afora. Resultado: a maré baixa se intensifica além do comum, fazendo com que o mar “pareça sumir”.

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Para quem não está acostumado, a cena causa espanto — há casos de moradores e turistas assustados com o que veem. Alguns imaginam que o mar secou de vez, outros temem um desastre ambiental. Mas a explicação é simples: a água não desapareceu — ela apenas se distanciou da costa por algumas horas.

Entre o medo e a fascinação

O recuo brusco atrai olhares curiosos e até fotos virais nas redes: areias expostas, barcos encalhados na beira da praia, detalhes do fundo do mar revelados. Para muitos, a experiência rende cliques e um entendimento diferente do oceano; para outros, traz insegurança, especialmente em regiões onde tempestades ou ressacas já marcaram memória recente dos moradores.

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Apesar do impacto visual, o fenômeno é totalmente natural e temporário — e o mar volta com o próximo ciclo de maré.

O litoral brasileiro não é sempre previsível

O que acontece em Praia Grande já ocorreu em diversas praias do litoral paulista e do país. A variação natural das marés, especialmente em épocas de lua cheia ou nova, combinada a condições do clima, intensifica o recuo e torna o fenômeno mais perceptível.

Para quem vive à beira-mar, é um lembrete de que o oceano não é estático: ele avança e recua conforme forças da natureza e a dinâmica do planeta. E pode surpreender — transformando uma manhã de praia comum num cenário de “praia sem mar”.

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