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Guerra no Irã: Porto de Santos cria 'fila rápida' para evitar falta de combustível em SP

Operação emergencial prioriza navios após alerta da ANP sobre crise internacional; 18 mil toneladas de gasolina já foram descarregadas

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 10/04/2026 às 13:00

Atualizado em 10/04/2026 às 13:53

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Alerta técnico da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontou risco no fornecimento diante da crise energética internacional / Imagem gerada por IA

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O Porto de Santos passou a priorizar a atracação e descarga de navios com gasolina como medida emergencial para evitar um possível desabastecimento no estado de São Paulo.

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A decisão foi tomada após alerta técnico da Agência Nacional do Petróleo, que apontou risco no fornecimento diante da crise energética internacional envolvendo Estados Unidos e Irã.

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A estratégia foi confirmada pela Autoridade Portuária de Santos, que passou a dar preferência a embarcações com combustíveis na fila de atracação, reduzindo o tempo de espera e garantindo maior rapidez na distribuição.

Navio com quase 18 mil toneladas abriu operação prioritária

A primeira operação nesse novo modelo ocorreu no fim de março, com o navio MH Ibuki. A embarcação recebeu prioridade para atracar e descarregou 17.974 toneladas de gasolina tipo A no Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa.

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O volume equivale a cerca de 600 caminhões-tanque, reforçando o abastecimento em um momento considerado sensível para o estado.

O navio, de origem japonesa e sob bandeira panamenha, atua no transporte de combustível a partir da Refinaria de Mataripe, com saída pelo Terminal de Madre de Deus.

O Porto de Santos é o maior complexo portuário da América LatinaEstratégia foi confirmada pela Autoridade Portuária de Santos, que passou a dar preferência a embarcações com combustíveis na fila de atracação (DL)

Decisão segue protocolo para situações excepcionais

A priorização de navios segue normas específicas do setor portuário e costuma ser aplicada em situações emergenciais.

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Entre os critérios estão casos de acidentes com tripulação ou falhas técnicas graves, mas também há margem para decisões estratégicas voltadas ao interesse público.

Foi esse segundo cenário que motivou a medida atual, diante do risco de impacto no abastecimento causado por tensões internacionais no setor de energia.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o mesmo tipo de flexibilização já foi adotado recentemente em outro contexto crítico, durante o envio de doações ao Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024.

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Abril já começou com alta nos combustíveis. O valor sobem nos postos do país pela quarta semana consecutiva. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado no fim de março, o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 6,65 para R$ 6,78 (alta de 1,95%), e o diesel subiu de R$ 7,26 para R$ 7,45 (aumento de 2,6%).

Novo carregamento já está a caminho

O navio MH Ibuki já iniciou uma nova viagem entre a Bahia e Santos, com previsão de chegada no próximo dia 12. Caso não tivesse prioridade, a embarcação teria que aguardar na fila junto a mais de dez navios carregados com combustíveis e gás.

Atualmente, segundo a Autoridade Portuária, todos os berços destinados a esse tipo de carga estão operando normalmente, mas a alta demanda mantém o sistema sob pressão.

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Impacto direto no abastecimento

Na prática, a medida busca garantir que o combustível chegue mais rápido às distribuidoras e postos, evitando reflexos imediatos para o consumidor, como aumento de preços ou escassez.

O monitoramento segue em tempo real, e novas prioridades podem ser adotadas caso o cenário internacional continue pressionando a cadeia de suprimentos de energia.

Os conflitos no Oriente Médio está afetanto muitas áreas. O preço das passagens aéreas, por exemplo, aumentou após a Petrobras noticiar o reajuste do preço médio do querosene de aviação (QAV) para mais de 50%.

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