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Pizzaria usava ingredientes estragados, vendia 250 unidades por dia e faturava quase R$ 300 mil

A Polícia Civil precisou interditar o local por péssimas condições de higiene e instalações precárias

Jeferson Marques

Publicado em 25/01/2026 às 14:13

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Local com péssimas condições de higiene e armazenamento, além de produtos vencidos / Reprodução/Polícia Civil de Goiás

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Uma operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) interditou, nesta semana, uma pizzaria que operava exclusivamente por delivery em Aparecida de Goiânia. O estabelecimento, que funcionava em condições insalubres, surpreendeu as autoridades pelo alto volume de vendas: o faturamento diário chegava a R$ 10 mil, com uma média de 250 pizzas comercializadas por noite.

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A ação foi motivada por uma denúncia anônima que levou os agentes da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) até o local, situado no bairro Jardim Luz. Ao chegarem, os policiais constataram que o sucesso financeiro do negócio escondia graves riscos à saúde pública.

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Ingredientes podres

Durante a fiscalização, as equipes encontraram um cenário de total desrespeito às normas sanitárias. Diversos ingredientes utilizados no preparo das pizzas estavam impróprios para consumo. Itens como bacon, milho, salsicha, ovos, tomates e molhos estavam visivelmente estragados.

Além dos produtos vencidos e deteriorados, o modo de preparo também violava regras básicas de higiene. As massas de pizza eram mantidas expostas sobre bancadas sujas, sem qualquer tipo de proteção contra insetos ou contaminação externa, aguardando o recheio com os produtos perecíveis.

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Responsabilização

O responsável pelo estabelecimento foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Apesar da gravidade das condições encontradas e do risco oferecido aos clientes, ele não permaneceu preso. Foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) com base no artigo 268 do Código Penal, que trata de infração de medida sanitária preventiva.

A Vigilância Sanitária também foi acionada para apoiar a ocorrência e oficializar a interdição do local. As autoridades alertam que operações de "cozinhas fantasmas" (dark kitchens), que não possuem atendimento presencial, exigem atenção redobrada dos consumidores quanto à procedência e fiscalização dos alimentos.

*Com informações da Polícia Civil de Goiás e Metrópoles/Carlos Carone.

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