Nativo da Bacia Amazônica, o pirarucu tem se espalhado por rios de São Paulo / Reprodução/TV TEM
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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) classificou o pirarucu como espécie invasora no trecho do rio Madeira acima da barragem de Santo Antônio, em Porto Velho, e autorizou a pesca sem limite na região. A decisão foi publicada nesta semana no Diário Oficial da União.
Com a medida, pescadores profissionais e artesanais podem capturar e abater o peixe sem restrições de quantidade, tamanho ou perÃodo do ano. A norma também determina que os exemplares não podem ser devolvidos ao ambiente: todo animal capturado deve ser abatido obrigatoriamente.
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Segundo o Ibama, os produtos da pesca só poderão ser comercializados dentro do estado de origem. Caso sejam transportados para outras unidades da federação, estarão sujeitos à apreensão.
A norma ainda autoriza estados e municÃpios a incentivarem ações de controle da espécie. O pescado poderá ser destinado a programas sociais, como merenda escolar, hospitais públicos e iniciativas de combate à fome.
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Em unidades de conservação, a captura dependerá de autorização dos gestores e deverá seguir os planos de manejo especÃficos de cada área.
O pirarucu está entre os maiores peixes de água doce do mundo/Bernardo Oliveira/Instituto MamirauáNativo da Amazônia, o pirarucu é considerado um dos maiores peixes de água doce do mundo e pode ultrapassar dois metros de comprimento. Fora de seu habitat natural, especialistas apontam que a espécie pode competir com animais nativos e provocar desequilÃbrios ambientais, sobretudo por seu porte e comportamento predador.
A presença do peixe em áreas fora da Amazônia tem sido associada, em parte, à criação em cativeiro, o que facilita sua introdução em novos ambientes. Registros recentes já indicam ocorrência em outras bacias hidrográficas, como a do Prata e regiões do Pantanal.
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A decisão do Ibama será reavaliada em três anos, prazo em que o órgão pretende verificar a eficácia das medidas no controle da espécie fora de sua área de ocorrência natural.
A classificação como invasora e a liberação da pesca sem limite fazem parte de uma estratégia para conter a expansão do pirarucu e reduzir seus impactos sobre os ecossistemas locais.