Brasil
Luciano Hang, bolsonarista declarado e crítico feroz da emissora, estaria se aproximando da gigante, segundo informações da Folha
Luciano Hang, o homem por trás das Lojas Havan, se aproximou da Rede Globo / Reprodução/Havan
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Após anos de distanciamento e críticas públicas à Rede Globo, o empresário Luciano Hang autorizou a Havan a figurar entre os patrocinadores da transmissão da Copa do Mundo de 2026 na emissora. O acordo milionário, confirmado neste início de fevereiro, marca uma mudança pragmática na estratégia de marketing da varejista, que desembolsará um valor estimado em torno de R$ 235 milhões para garantir exposição durante os jogos do mundial que será disputado nos EUA, México e Canadá.
A decisão de Hang de ocupar uma das cotas de apoio da Globo — ao lado de marcas como Coca-Cola e BetMGM — sinaliza uma trégua comercial em nome da visibilidade massiva que só o futebol de seleção proporciona. Embora o empresário tenha sido, nos últimos anos, um dos principais defensores do boicote publicitário à emissora carioca por divergências ideológicas, o potencial de alcance do mundial de 2026 falou mais alto. Para a Globo, a entrada da Havan ajuda a consolidar a meta de ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões em receitas publicitárias com o evento.
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O retorno da Havan aos intervalos da Globo ocorre em um momento de reposicionamento da marca no cenário esportivo nacional. Recentemente, a empresa já havia retomado o patrocínio master do Athletico-PR, clube com o qual manteve uma parceria vitoriosa no passado. No caso da Copa, Luciano Hang parece repetir o movimento feito em 2021, quando patrocinou a Copa América no SBT, mas agora aceitando a vitrine da líder de audiência, que detém os direitos exclusivos de transmissão para a TV aberta no Brasil.
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A cota adquirida pela Havan faz parte de um pacote que garante inserções em momentos estratégicos da cobertura, incluindo chamadas e espaços nos telejornais esportivos. Além da varejista, gigantes como Amazon, Ambev e Itaú já garantiram as cotas master (as mais caras do pacote). Para analistas de mídia, o movimento de Hang reforça que, no "tabuleiro" do jornalismo contemporâneo e do marketing digital, a audiência qualificada da Copa do Mundo é um território neutro onde o pragmatismo empresarial costuma prevalecer sobre as cores políticas.
*Com informações da F5/Folha de SP