País exporta 15,5% a menos do que no ano passado

A balança comercial brasileira voltou a registrar superavit neste ano, com exportações e importações nos menores níveis desde 2010

Os resultados do comércio exterior anunciados pelo governo nesta segunda-feira (3) mostram a dura realidade vivida pelo setor produtivo brasileiro.

Continua após a publicidade

A balança comercial brasileira voltou a registrar superavit neste ano, com exportações e importações nos menores níveis desde 2010. É o quarto ano consecutivo em que há queda nas vendas de janeiro a julho. O tombo, contudo, não havia sido tão grande quanto o visto neste ano.

O país exportou nos sete primeiros meses 15,5% a menos do que no mesmo período do ano passado.

Continua após a publicidade

De 2012 a 2014, a redução nos embarques variou de 1,2% a 2,2% de janeiro a julho -sempre ante igual período do ano anterior.

O estrago nas vendas ao exterior só não é maior do que o ocorrido nos primeiros sete meses de 2009, quando o Brasil sofrera os efeitos da crise financeira internacional, segundo a série divulgada pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), que tem início em 1995. Na ocasião, as exportações caíram 24,3%.

Continua após a publicidade

Negociações

Sem espaço no orçamento para ampliar incentivos fiscais à exportação, o governo tenta acelerar as negociações de acordos comerciais como forma de dar fôlego aos produtores.

Continua após a publicidade

Até agora, o governo Dilma Rousseff vem falhando nessa frente. Desde 2010, último ano de Lula no poder, o país não vê um novo acordo que envolva tarifas entrar em vigor.

Os acertos deste tipo têm de ser feitos por meio do Mercosul. Veja quais são as principais frentes de negociação do Brasil neste momento:

Continua após a publicidade

– União Europeia
As conversas para a criação de uma área de livre comércio começaram em 1999, mas foram interrompidas cinco anos depois sem que houvesse entendimento sobre as bases de um acordo. Em 2012, os dois blocos voltaram a sinalizar interesse em marcar uma data para a troca de ofertas, o primeiro passo para se negociar o formato do acordo bi-regional. A promessa agora é que isso ocorra até o fim de 2015.

– Tunísia e Líbano
No fim do ano passado, o Mercosul firmou memorandos de entendimento com os dois países para iniciar as conversas sobre quais produtos poderão ser incluídos num acordo comercial.

Continua após a publicidade

– EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça)
O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio decidiram iniciar neste ano um “diálogo exploratório” para analisar a viabilidade de um acordo comercial. O bloco europeu é formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.