Tudo começou na década de 60, nos estúdios da TV Tupi / Divulgação/Prefeitura de Itu
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Localizada a 100 km de São Paulo, a cidade de Itu é o maior exemplo brasileiro de como o folclore e a cultura pop podem moldar o destino de uma região.
Embora guarde um patrimônio histórico riquíssimo, o município é mundialmente reconhecido por um conceito inusitado: o gigantismo.
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Mas, ao contrário do que muitos pensam, essa fama não nasceu de uma tradição antiga, e sim de um roteiro de comédia.
Tudo começou na década de 60, nos estúdios da TV Tupi. O humorista Francisco Flaviano de Almeida, o Simplício, criou um personagem que, no programa A Praça da Alegria, vangloriava-se das proporções absurdas de sua terra natal.
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O bordão sobre as "mandiocas gigantes" e outros itens colossais de Itu caiu no gosto popular e, em pouco tempo, a cidade viu-se diante de uma escolha: desmentir a brincadeira ou lucrar com ela.
Itu escolheu a segunda opção. A partir dos anos 70, o que era apenas força de expressão virou concreto. O icônico Orelhão Gigante, com mais de sete metros de altura, foi o primeiro grande marco dessa estratégia de "city branding" baseada no humor. Logo, a Praça da Matriz ganhou um ecossistema de objetos fora de escala, incluindo:
Semáforos colossais que regulam o trânsito (e a curiosidade).
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Caixas eletrônicos e lápis em tamanhos que desafiam a lógica.
Lojas de suvenires especializadas em versões gigantes de itens cotidianos.
Dica do editor: Com belas praias, cidade do litoral paulista vive mistério das luzes no céu e de portal secreto.
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O que começou como uma sátira tornou-se o pilar do turismo local. Hoje, Itu não é apenas um lugar para fotos engraçadas, é um destino que soube preservar sua história, sendo berço da República, enquanto mantém o espírito descontraído que atrai famílias de todo o país.
O "estilo de vida grandioso" de Itu é um caso de sucesso de como uma cidade pode abraçar uma narrativa lúdica para fortalecer sua identidade cultural e movimentar o comércio regional.