Brasil
Mais uma onda de desinformação sobre a instituição circula pelos celulares de milhões de brasileiros nas últimas 24 horas
Nova fake news sobre o fechamento da Nubank ganha força no Brasil / Imagem ilustrativa/IA
Continua depois da publicidade
Se você recebeu uma mensagem no grupo da família ou viu um vídeo no TikTok dizendo que o Nubank vai encerrar as atividades no Brasil, pode respirar aliviado: a informação é falsa. O banco não apenas segue operando normalmente, como vive o seu melhor momento financeiro.
O boato ganhou força nas últimas 48 horas devido a uma mistura de desinformação antiga com uma nova norma regulatória do Banco Central. A confusão foi tamanha que obrigou a instituição a emitir comunicados reafirmando sua permanência no país. Mas, afinal, de onde surgiu essa história?
Continua depois da publicidade
O gatilho para o pânico recente foi uma nova determinação do Banco Central (BC) que restringe o uso das palavras "banco" ou "bank" por instituições que, tecnicamente, são classificadas como "Instituições de Pagamento" — categoria na qual o Nubank ainda se enquadra juridicamente, apesar de seu tamanho colossal.
A manchete de que o Nubank "poderia perder o nome" foi distorcida nas redes sociais como se a empresa fosse deixar de existir. Na prática, a solução já está encaminhada: a instituição confirmou que vai solicitar a licença bancária completa ao longo de 2026. Isso não muda nada para o cliente final, exceto garantir que a marca continue a mesma e permitir que o banco ofereça produtos ainda mais complexos.
Continua depois da publicidade
Outro motor do boato foi o resgate de vídeos antigos, de 2023, sobre o fechamento de capital na bolsa brasileira (B3). Esses conteúdos viralizaram como se fossem atuais, criando uma falsa sensação de urgência e quebra.
A realidade financeira, porém, aponta para o oposto da falência. Dados divulgados nesta semana (janeiro de 2026) revelam um marco histórico: o Nubank ultrapassou o Bradesco e se tornou a segunda maior instituição financeira do Brasil em número de clientes, somando mais de 112 milhões de usuários.
A empresa agora fica atrás apenas da Caixa Econômica Federal, consolidando-se como um gigante que lucrou US$ 783 milhões apenas no terceiro trimestre de 2025. Portanto, o "roxinho" não está de malas prontas; pelo contrário, ele nunca esteve tão grande.
Continua depois da publicidade