Novo plano do governo promete zerar dívidas de milhões de brasileiros; saiba como

FGTS poderá ser usado para quitar débitos, mas com limite e condições específicas

Autoridades esperam que o anúncio ocorra ainda esta semana, após reuniões entre o Ministério da Fazenda e bancos públicos e privados

Em um clima de recorde de inadimplência no Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prestes a introduzir o chamado “Desenrola 2.0”, um novo plano de renegociação de dívidas com estimativas de descontos de até 90% para milhões de brasileiros.

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Autoridades esperam que o anúncio ocorra ainda esta semana, após reuniões entre o Ministério da Fazenda e bancos públicos e privados. O programa surge diante de uma situação crítica no Brasil: cerca de 80% das famílias brasileiras estão endividadas, e grandes parcelas delas não conseguem manter os pagamentos em dia.

Descontos, taxas de juros e auxílio do governo

A nova versão do Desenrola oferece termos mais agressivos para liquidar dívidas:

  • 90% de desconto no pagamento total da dívida.
  • Taxa de refinanciamento abaixo de 2% ao mês.
  • Iniciativas de bancos, fintechs e instituições financeiras.
  • Garantia do governo para mitigar riscos e fechar acordos.

A proposta visa principalmente dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais, que são as maiores causas de endividamento no país.

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FGTS pode servir para quitar dívidas

Segundo o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) poderá ser usado para reduzir ou quitar dívidas. Porém ele aponta que serão impostas restrições.

Dessa forma, o saque do fundo será parcial e para uma certa porcentagem do valor total. Será imposto um limite estimado de 20% do que eles têm disponível (teto máximo aproximado) e eles serão diretamente vinculados ao pagamento de uma dívida.

Essas imposições tem como objetivo acelerar a saída do vermelho, especialmente para aqueles que possuem dívidas menores ou parcialmente vencidas com o fundo.

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Quem pode participar

O foco do programa é principalmente os brasileiros de baixa renda. A expectativa é permitir que eles participem:

  • Aqueles cujas rendas atendem a cinco salários mínimos.
  • Trabalhadores formais e informais.
  • Famílias com alto comprometimento de renda.

Inicialmente, o programa deve ser realizado com ênfase em indivíduos, com potencial expansão para pequenas empresas.

Regras para evitar o crescimento de novas dívidas

Para impedir que os beneficiários com dificuldades financeiras voltem a se endividar, o governo está considerando a imposição de alguns “bloqueios”, como:

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  • Limitações no uso de crédito caro (como o rotativo do cartão de crédito).
  • Incentivos para educação financeira.
  • Possíveis restrições para novos empréstimos.

A ideia é garantir que a renegociação não seja apenas temporária ou algo que traga alívio financeiro de curto prazo, mas sustentável.

Críticas e riscos do programa

Embora reguladores, bancos e governo ajudem, pode não ser suficiente, mas o Desenrola 2.0 está sendo alvo de críticas em análises de especialistas e por outros setores da economia. Uma das questões importantes levantadas é:

  • O uso do FGTS pode afetar recursos habitacionais
  • Exposição fiscal, já que o garantidor é um ato governamental
  • Potencial efeito temporário sem resolver as causas estruturais subjacentes do endividamento

O programa é considerado, ainda assim, uma das maiores apostas do governo para iniciar a retomada do consumo e ajudar as famílias a sentirem um alívio.

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Bilhões de dívidas já renegociadas

A versão atual do programa, que foi concluída em 2024, já mostrou resultados significativos. As dívidas renegociadas do Brasil somaram R$ 53,2 bilhões, com cerca de 14,8 milhões de brasileiros atendidos.

Com o Desenrola 2.0, o Governo espera uma penetração ainda maior, visto que houve um aumento na era de endividamento neste país.

O que esperar agora

Agora que os detalhes finais foram acordados, o governo se apressou para anunciar o programa nos próximos dias. A promessa é uma das maiores que o país já alcançou para libertar milhões de brasileiros da inadimplência.