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Nova lei federal reduz impostos e pode salvar empregos no polo industrial de Cubatão

Sanção amplia benefícios fiscais à indústria química, reduz custos e mira retomada de empregos em Cubatão e no setor nacional

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 22/03/2026 às 13:45

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Polo industrial de Cubatão, um dos mais relevantes do Brasil, está entre os principais beneficiados / Daniel Villaça/DL

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que amplia os benefícios fiscais para a indústria química brasileira — medida que pode ter impacto direto na preservação de empregos e na retomada econômica de regiões estratégicas como Cubatão.

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A iniciativa fortalece o Regime Especial da Indústria Química (Reiq), com redução superior a 60% nas alíquotas de PIS/Cofins sobre insumos essenciais do setor.

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A cadeia química responde por cerca de 11% do PIB industrial e movimenta aproximadamente 2 milhões de empregos diretos e indiretos no país.

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Impacto direto em Cubatão

O polo industrial de Cubatão, um dos mais relevantes do Brasil, está entre os principais beneficiados. A região concentra cerca de 25 grandes empresas dos setores petroquímico, siderúrgico, químico e de fertilizantes.

A redução da carga tributária deve aliviar custos operacionais, incentivar novos investimentos e ajudar a conter perdas recentes no setor.

Nos últimos meses, o polo enfrentou um cenário preocupante, com o encerramento de atividades de empresas importantes como a Unigel e a Yara Brasil, que reduziram ou interromperam operações na cidade.

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Prefeito destaca defesa da indústria

O prefeito César Nascimento destacou que a medida é essencial para proteger empregos e a economia local. “Garantir que nossas indústrias estejam bem é proteger o emprego do trabalhador cubatense. É garantir o pão na mesa das famílias”, afirmou.

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Ele reforçou que a indústria segue como base econômica do município. “A indústria sempre foi o coração de Cubatão. Temos o dever de garantir que ela continue gerando renda e oportunidades.”

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Competitividade em cenário global

Durante o anúncio, o vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou que a medida chega em um momento estratégico, marcado por pressões internacionais sobre custos de produção.

“Com a guerra, aumentou o preço do gás natural e dos insumos. É nesse momento que reduzir impostos melhora a competitividade e estimula investimentos”, afirmou.

A ampliação do programa eleva os recursos previstos de R$ 1,1 bilhão para R$ 3,1 bilhões em 2026, segundo o governo federal.

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Efeito em cadeia na economia

Os insumos contemplados pela nova lei são utilizados em diversos setores, o que pode gerar impacto em toda a economia: Indústria farmacêutica, Cosméticos, Construção civil, Alimentos e embalagens, Setor automotivo e eletrodomésticos.

A expectativa é de redução de custos ao longo da cadeia produtiva, com possível reflexo também no preço final de produtos ao consumidor.

Além disso, a medida inclui itens estratégicos como gás natural, amônia e derivados usados na produção de resinas, fundamentais para a indústria nacional.

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