Brasil

Nova exigência na CNH pode barrar candidatos antes mesmo das provas; entenda

Exame toxicológico passa a ser obrigatório para categorias A e B e pode impedir aprovação de novos motoristas

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 24/03/2026 às 14:45

Atualizado em 24/03/2026 às 14:51

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Com a mudança, candidatos das categorias A e B também poderão ser impedidos de concluir o processo caso apresentem resultado positivo para determinadas substâncias / Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Continua depois da publicidade

Motoristas que pretendem tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para conduzir carros ou motocicletas passam a enfrentar uma nova etapa no processo: a realização obrigatória de exame toxicológico de larga janela de detecção.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional e amplia uma exigência que, até então, era aplicada apenas a condutores profissionais das categorias C, D e E. Com a mudança, candidatos das categorias A e B também poderão ser impedidos de concluir o processo caso apresentem resultado positivo para determinadas substâncias.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• CNH B pode liberar veículos mais pesados e mudar regra para motoristas no Brasil

• A 'paradinha' pode sair cara: pisca-alerta errado dá multa e 4 pontos na CNH

• CNH 2026: A regra crucial que motoristas com mais de 70 anos não podem ignorar

Exame detecta uso antigo de drogas

Diferente dos testes tradicionais, como sangue ou urina, o exame toxicológico utiliza amostras de cabelo ou pelos do corpo. Isso permite identificar o consumo de substâncias psicoativas ao longo de um período prolongado.

Dependendo da análise, é possível detectar o uso de drogas entre 90 e 180 dias antes da coleta, o que revela padrões recorrentes de consumo — e não apenas o uso recente.

Continua depois da publicidade

Outra regra pode afetar a emissão da carteira: CNH B pode liberar veículos mais pesados e mudar regra para motoristas no Brasil.

Substâncias analisadas

O exame identifica drogas que afetam diretamente o sistema nervoso central e comprometem a capacidade de dirigir. Entre elas estão maconha (THC), cocaína e derivados, anfetaminas, metanfetaminas, ecstasy (MDMA) e opiáceos, como morfina e codeína.

Caso o resultado seja positivo, o candidato poderá ser impedido de seguir no processo de habilitação até regularizar a situação.

Continua depois da publicidade

Coleta é simples e não invasiva

O procedimento de coleta é considerado simples. Pequenas amostras de cabelo ou pelos são retiradas de regiões como cabeça, braços, pernas ou tórax.

Novas regras vão deicar a CNH mais barata em SP: Detran reduz preços de exames e libera economia de até 40%.

O material é encaminhado para análise em laboratório especializado, onde equipamentos de alta precisão conseguem identificar traços das substâncias mesmo em quantidades mínimas.

Continua depois da publicidade

Medida busca mais segurança no trânsito

Segundo especialistas, a ampliação do exame toxicológico faz parte de uma estratégia para aumentar a segurança no trânsito. A ideia é reduzir riscos associados ao uso de substâncias que afetam reflexos, atenção e tomada de decisão ao volante.

Com a nova regra, o processo para obtenção da CNH se torna mais rigoroso, incorporando critérios de saúde e comportamento dos futuros condutores.

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software