A Avenida Faria Lima é historicamente o epicentro dos negócios de alto padrão em São Paulo / Marcos Santos/USP
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A Avenida Faria Lima é historicamente o epicentro dos negócios de alto padrão em São Paulo. No entanto, o custo elevado, com aluguéis ultrapassando R$ 300 por metro quadrado, e a falta de novos espaços têm feito empresas repensarem sua localização.
A busca por endereços próximos, mas com melhor custo-benefício, abriu caminho para a valorização da Avenida Rebouças.
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No primeiro trimestre de 2025, o valor médio do aluguel comercial na Rebouças foi de R$ 156,24/m², ainda bem abaixo dos R$ 235,54 da Faria Lima. Mesmo assim, a valorização foi expressiva: 21,4% em um ano.
Grandes empresas já se instalaram ou fecharam contrato na região, como Nubank, Amazon, Netflix e Stone. A Rebouças vive um verdadeiro boom corporativo.
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Nos últimos três anos, foram entregues 14 edifícios comerciais na região, totalizando aproximadamente 190 mil m² de área corporativa. Outros 70 mil m² estão em obras, com entrega prevista até 2026.
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Um dos destaques é o edifício Biosquare, com lajes de até 2.000 m², metragem que raramente se encontra disponível na Faria Lima.
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O crescimento não é por acaso. O zoneamento urbano, reforçado pelo Plano Diretor de 2016, permitiu a verticalização da região da Rebouças, especialmente ao longo de eixos de transporte como metrôs e corredores de ônibus.
A avenida também oferece fácil acesso à Paulista e à própria Faria Lima, o que a torna ainda mais atraente.
Especialistas do mercado veem a Rebouças como uma extensão da Faria Lima, e não uma substituta. A região atende à demanda reprimida de empresas que desejam escritórios modernos, bem localizados, mas com custos operacionais mais viáveis.
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