Com um investimento total de R$ 14,9 bilhões, a Transnordestina atravessa 53 municípios em três estados / Divulgação
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O Nordeste está prestes a ganhar um novo eixo de desenvolvimento. A Transnordestina, ferrovia estratégica de mais de 1.200 quilômetros, começa a mostrar seu impacto real: o transporte de cargas na região poderá ser mais rápido, barato e eficiente, ligando diretamente produtores ao Porto do Pecém, no Ceará, e abrindo caminho para exportações.
A primeira fase do projeto já atingiu 80% de conclusão, segundo o Ministério dos Transportes, e a previsão é que a ferrovia esteja totalmente pronta até 2027.
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Com um investimento total de R$ 14,9 bilhões, a Transnordestina atravessa 53 municípios em três estados, impactando diretamente o transporte de grãos, fertilizantes, cimento, combustíveis e minérios.
A ideia de integrar o Nordeste por ferrovia existe há mais de seis décadas. O projeto original começou em 1959, mas sofreu interrupções por questões econômicas.
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A versão moderna, iniciada em 2006, enfrentou atrasos significativos antes de ser retomada em 2024.
Agora, a Transnordestina começa a sair do papel com um objetivo claro: reduzir custos logísticos e modernizar o transporte de cargas, beneficiando produtores e indústrias de Piauí, Pernambuco e Ceará.
A ferrovia principal terá 1.206 quilômetros, sendo que 727 já estão finalizados, e ramais secundários adicionam mais 73 quilômetros de extensão.
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Entre os municípios atendidos, estão cidades estratégicas do Ceará, Piauí e Pernambuco, conectando regiões produtivas diretamente ao porto e ao mercado externo.
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Em dezembro de 2025, uma viagem-teste transportou milho de Bela Vista do Piauí a Iguatu, no Ceará, mostrando na prática o potencial da ferrovia de escoar grandes volumes com eficiência.
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Mais do que números, a Transnordestina representa uma revolução logística e econômica. Atualmente, grande parte das cargas ainda depende de transporte rodoviário, que é mais caro e menos seguro.
Com a ferrovia, empresas poderão planejar rotas mais rápidas, reduzir custos de transporte e acelerar a exportação de produtos nordestinos.
O impacto esperado não é apenas econômico: especialistas apontam que a ferrovia pode atrair investimentos, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento regional, conectando o interior do Nordeste a mercados internacionais.
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