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Maior usina de biometano do Brasil transforma lixo em energia no interior de São Paulo

A unidade foi inaugurada com a presença do governador Tarcísio de Freitas e da secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende

Fábio Rocha

Publicado em 09/03/2026 às 11:46

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No último sábado (7), foi inaugurada em Paulínia a maior planta de biometano do país / Divulgação/Governo de SP

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A produção de energia a partir do lixo ganhou um novo capítulo no interior paulista. No último sábado (7), foi inaugurada em Paulínia a maior planta de biometano do país, um projeto que transforma resíduos urbanos em combustível renovável e amplia o papel de São Paulo na transição energética brasileira.

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A unidade foi inaugurada com a presença do governador Tarcísio de Freitas e da secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

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Lixo transformado em combustível

Instalada em um ecoparque que substituiu um antigo aterro sanitário, a nova planta produz biometano a partir da purificação do biogás gerado por resíduos sólidos urbanos.

O projeto pertence à empresa OneBio, que utiliza o gás captado do aterro para gerar um combustível renovável capaz de abastecer indústrias e veículos.

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A capacidade nominal da unidade chega a 225 mil metros cúbicos por dia, volume suficiente para atender o consumo de mais de mil ônibus urbanos. A produção inicial deve operar com cerca de metade desse potencial e alcançar o funcionamento total ao longo de 2026.

Liderança paulista no setor

Com o novo empreendimento, São Paulo reforça sua posição como principal polo de biometano do país. Atualmente, o estado reúne nove plantas em operação, responsáveis por cerca de 700 mil m³ de produção diária, aproximadamente metade de toda a capacidade instalada no Brasil.

Outras unidades ainda estão em processo de autorização pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o que deve ampliar ainda mais a produção nos próximos anos.

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Parcerias e uso industrial

O projeto é resultado de uma parceria entre a Edge, responsável pela comercialização do gás, e a Orizon Valorização de Resíduos. A planta já está conectada à rede de distribuição de gás canalizado, permitindo que o biometano seja enviado diretamente para consumidores industriais.

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Um dos primeiros contratos anunciados envolve a Unilever, que pretende utilizar o combustível renovável em sua fábrica localizada em Valinhos, como parte da estratégia de redução de emissões.

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Energia renovável e economia circular

Além de substituir combustíveis fósseis, o biometano tem outras aplicações importantes: pode abastecer veículos leves e pesados, servir como fonte de energia para processos industriais ou até ser utilizado na produção de fertilizantes.

Esse modelo também reforça o conceito de economia circular, já que resíduos que antes seriam descartados passam a gerar energia limpa.

Estudos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo apontam que o potencial de produção de biometano no estado pode chegar a 6,4 milhões de m³ por dia, além de impulsionar milhares de empregos em toda a cadeia produtiva.

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Com novos projetos em desenvolvimento e políticas voltadas à expansão do setor, São Paulo aposta no biometano como uma das principais ferramentas para reduzir emissões e fortalecer a matriz energética renovável do país.

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