Brasil
Presidente disse que o momento é de ação conjunta entre os governantes para que o diesel caro não aumente o frete e, automaticamente, o preço dos alimentos
Lula assinou um decreto zerando os impostos federais (PIS e Cofins) que incidem sobre a importação e a venda do diesel / Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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Para tentar blindar o Brasil da alta internacional do petróleo, o governo federal anunciou um pacote de medidas agressivas focado em baratear o diesel.
A estratégia, no entanto, envolve um cabo de guerra polÃtico: a União abriu mão de sua parte na arrecadação, mas agora joga a pressão para o colo dos governadores.
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O presidente assinou um decreto zerando as alÃquotas dos impostos federais (PIS e Cofins) que incidem sobre a importação e a venda do óleo diesel.
O desconto: Somando essa isenção a um novo subsÃdio criado para as refinarias, a meta do governo é forçar uma queda de R$ 0,64 por litro nos postos de combustÃveis.
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Para bancar essa perda bilionária de arrecadação sem estourar as contas públicas, a gestão federal precisou criar uma nova taxa.
A solução foi instituir um imposto temporário sobre a exportação de petróleo bruto e diesel. Na prática, o governo vai taxar as vendas para o exterior para conseguir subsidiar o mercado interno.
O ponto mais tenso do anúncio foi o recado direto aos estados. O presidente pediu "boa vontade" para que os governadores também cortem o ICMS, o imposto estadual que pesa sobre o combustÃvel.
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O grande impasse é que o ICMS é a principal fonte de dinheiro dos estados. Reduzir essa fatia depende do aval dos governadores, criando um dilema: aliviar a bomba para o motorista ou secar o caixa do próprio estado.
O diesel é o verdadeiro motor da economia brasileira. Se o tanque dos caminhões fica mais caro, o valor do frete dispara.
O resultado é um efeito dominó: o preço de absolutamente tudo nas prateleiras dos supermercados, especialmente dos alimentos, sobe junto. A medida do governo é uma tentativa de frear a inflação antes que ela chegue à mesa do consumidor.
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