Lula remarca viagem para a China para 11 de abril

Presidente deveria ter embarcado inicialmente no último dia 25, mas acabou cancelando a comitiva depois de receber diagnóstico de pneumonia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi incluído na lista de 100 pessoas mais influentes de 2023 promovida pela revista americana Time

No final de abril, Lula também tem outra agenda internacional: Portugal e Espanha | Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) remarcou sua viagem para a China para 11 a 15 de abril.

Ele deveria ter embarcado inicialmente no último sábado (25), mas acabou cancelando a comitiva depois de receber diagnóstico de pneumonia.

Desde então, o presidente despacha do Palácio da Alvorada.

Já havia expectativa de que a viagem fosse no próximo dia 11, como mostrou a Folha de S.Paulo.

Em encontro como presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta semana, Lula voltou a convidá-lo para a comitiva já com esta nova nova.

Eles estiveram reunidos por mais de duas horas e meia na noite de terça-feira (28), quando trataram também de temas econômicos e da crise do rito de análise de MPs (medidas provisórias).

O governo brasileiro aguardava o aval dos chineses para a nova data, o que agora ocorreu. Todas as agendas com autoridades estão mantidas.

Como a Folha de S.Paulo mostrou, o encontro bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping, era a agenda mais esperada por aliados de Lula. Agora, a expectativa é de que a reunião ocorra entre os dias 13 e 14 de abril.

Na reunião, estará em jogo no encontro a principal ambição do petista no cenário internacional: apresentar-se como facilitador de um diálogo pela paz na Guerra da Ucrânia, que já dura mais de um ano e tem impacto direto sobre a economia global.

O governo brasileiro já recebeu a sinalização positiva dos chineses de que Xi Jinping está disposto a tratar da situação na Ucrânia com Lula.

Lula terá outras duas reuniões políticas centrais: com o premiê chinês, Li Qiang, e com o presidente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji.

No final de abril, Lula também tem outra agenda internacional: Portugal e Espanha. Já no mês seguinte, deve participar ainda da reunião do G7 no Japão.

A posição chinesa é considerada fundamental por Lula. O petista já conversou sobre o assunto com líderes ocidentais, como os governantes da Alemanha, Olaf Scholz; dos EUA, Joe Biden; e da França, Emmanuel Macron.

A receptividade desses líderes tem sido fria.

Foram visíveis, por exemplo, as divergências entre Lula e Scholz sobre o tema durante visita do alemão a Brasília, logo no início do mandato do petista.

Macron, por sua vez, respondeu a uma publicação de Lula no Twitter convidando o brasileiro a discutir a crise internacional com base na proposta de dez pontos do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski – uma lista de exigência considerada inaceitável por Moscou, por envolver não só a devolução de território como o estabelecimento de um tribunal especial para julgar crimes de guerra da Rússia.

Diante desse cenário, um respaldo da China à posição de Lula como possível interlocutor no processo é considerado fundamental para a diplomacia brasileira. Pequim é vista hoje como um dos únicos atores na arena global com condições concretas de influenciar Vladimir Putin.