O presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (18) que quer alterar a lógica da cobrança de imposto de renda no Brasil, fazendo com que mais ricos paguem mais ao leão e isentando deste tributo quem ganha até R$ 5 mil por mês.
“Meus companheiros sabem que tenho briga com economistas do PT. Vocês sabem que o pessoal fala assim ‘Lula, se a gente fizer isenção até R$ 5.000, são 60% de arrecadação do país, de pessoas que ganham até R$ 6.000’. Ora, então vamos mudar a lógica. Diminuir para o pobre e aumentar para o rico”, afirmou Lula a um grupo de sindicalistas.
A declaração do petista vem alinhada com o posicionamento de Fernando Haddad, ministro da Fazenda. Nesta semana, o líder da pasta também revelou que pretende trabalhar em mudanças no IR a partir do segundo semestre deste ano. Antes disso, o foco será uma revisão dos impostos ligados a consumo.
Mudança requer “briga”
Lula explicou ainda que prevê uma briga no governo para aprovar as mudanças que pretende fazer no imposto de renda, segundo informações da Folha. Além disso, o chefe do Executivo afirmou que será necessária uma pressão inclusive no Governo Federal.
Na semana passada, o presidente já havia afirmado que quer que pessoas ricas paguem mais impostos. Reforçando o discurso, ele ressaltou ser preciso colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda.
Aumento ‘extra’ do salário mínimo não deve acontecer
O salário mínimo, que neste ano é de R$ 1.302, deve ser mantido neste patamar. Isso porque, apensar de Lula ter assinado nesta quarta a criação de um grupo de trabalho para elaborar um projeto de lei para valorização do salário mínimo, o aumento deste valor geraria um custo extra de até R$ 7,7 bilhões.
A inclusão deste custo extra no orçamento só seria possível mediante cortes em outras áreas, algo que não está nos planos do governo Lula, segundo o mesmo jornal. Assim, o salário mínimo atual deve ser mantido.
