Brasil

Lula convoca reunião de emergência no Itamaraty após ataque dos EUA à Venezuela

O objetivo é avaliar os impactos da ofensiva militar comandada por Donald Trump, que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro

Fábio Rocha

Publicado em 03/01/2026 às 08:46

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Lula respeita a Venezuela e tem relação cordial, apesar de questionar resultado da eleição de 2024 do país / Divulgação

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A crise diplomática na América do Sul atingiu seu ponto máximo neste sábado (3), levando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a convocar uma cúpula de emergência no Palácio Itamaraty.

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O objetivo é avaliar os impactos da ofensiva militar comandada por Donald Trump, que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.

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• Trump afirma ter capturado Maduro em ataque dos Estados Unidos à Venezuela

Resposta imediata em Brasília

Mesmo durante o recesso de fim de ano, a engrenagem diplomática brasileira foi acionada. O encontro, previsto para ocorrer ainda nesta manhã, busca traçar uma linha de ação diante do vazio de poder no país vizinho.

  • Coordenação Remota: O presidente Lula acompanha os desdobramentos da base naval de Marambaia (RJ), onde passa o feriado, enquanto a equipe técnica se reúne na capital.
  • Desafio Logístico: A reunião ocorre em um momento delicado, com o chanceler Mauro Vieira oficialmente em férias, o que exige que a cúpula da pasta assuma o protagonismo da crise.

Fator Trump

A ação dos Estados Unidos, descrita como uma operação de "extração bem-sucedida", removeu Maduro e sua esposa do território venezuelano. Trump, utilizando canais digitais, celebrou a manobra militar e já agendou um pronunciamento em Mar-a-Lago para apresentar as justificativas legais da invasão ao Congresso americano.

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De aliados a estranhos

A postura de Lula diante desse ataque ocorre em um cenário de profundo esfriamento entre Brasília e Caracas. O relacionamento, que já foi de proximidade ideológica, ruiu após as eleições de 2024:

  • O impasse das atas: A recusa de Maduro em comprovar sua vitória eleitoral foi o marco da ruptura. Lula nunca reconheceu o pleito sem as provas exigidas pelo Itamaraty.
  • O Veto no BRICS: Em outubro de 2024, o Brasil bloqueou a entrada da Venezuela no bloco econômico, gesto que o regime chavista classificou como "agressão descarada".
  • Pragmatismo Distante: Em 2026, a diplomacia brasileira passou a tratar a Venezuela como uma questão de soberania regional, evitando gastos de capital político para defender a figura de Maduro.

Próximos Passos

O governo brasileiro agora avalia se o ataque representa uma ameaça direta à estabilidade das fronteiras e como o país se posicionará perante a comunidade internacional sobre a legitimidade da intervenção americana.

Eleições

Lula não reconheceu oficialmente a vitória de Nicolás Maduro nas eleições de 2024. O posicionamento do governo brasileiro permanece o mesmo desde o pleito: o Brasil exige a apresentação das atas eleitorais detalhadas por mesa de votação para validar o resultado, algo que o regime venezuelano não fez.

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