Lula respeita a Venezuela e tem relação cordial, apesar de questionar resultado da eleição de 2024 do país / Divulgação
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A crise diplomática na América do Sul atingiu seu ponto máximo neste sábado (3), levando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a convocar uma cúpula de emergência no Palácio Itamaraty.
O objetivo é avaliar os impactos da ofensiva militar comandada por Donald Trump, que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.
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Mesmo durante o recesso de fim de ano, a engrenagem diplomática brasileira foi acionada. O encontro, previsto para ocorrer ainda nesta manhã, busca traçar uma linha de ação diante do vazio de poder no país vizinho.
A ação dos Estados Unidos, descrita como uma operação de "extração bem-sucedida", removeu Maduro e sua esposa do território venezuelano. Trump, utilizando canais digitais, celebrou a manobra militar e já agendou um pronunciamento em Mar-a-Lago para apresentar as justificativas legais da invasão ao Congresso americano.
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A postura de Lula diante desse ataque ocorre em um cenário de profundo esfriamento entre Brasília e Caracas. O relacionamento, que já foi de proximidade ideológica, ruiu após as eleições de 2024:
O governo brasileiro agora avalia se o ataque representa uma ameaça direta à estabilidade das fronteiras e como o país se posicionará perante a comunidade internacional sobre a legitimidade da intervenção americana.
Lula não reconheceu oficialmente a vitória de Nicolás Maduro nas eleições de 2024. O posicionamento do governo brasileiro permanece o mesmo desde o pleito: o Brasil exige a apresentação das atas eleitorais detalhadas por mesa de votação para validar o resultado, algo que o regime venezuelano não fez.
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