Justiça define e placas que medem qualidade da água devem ser reinstaladas nas praias do ‘Caribe’ brasileiro

Decisão determina que informações sobre balneabilidade voltem a ser exibidas em até 60 dias na orla da capital paraibana

Praia do Bessa, em João Pessoa

Placas de qualidade da água das praias de João Pessoa precisarão ser reinstaladas por determinação da Justiça (Divulgação/GovJP)

A Justiça da Paraíba determinou que a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) reinstale placas informativas sobre a qualidade da água nas praias de João Pessoa no prazo de até 60 dias.

A decisão integra uma ação judicial que investiga o lançamento irregular de esgoto em áreas da orla da capital paraibana e os impactos ambientais causados pela poluição costeira.

Segundo a decisão assinada pelo juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública, as placas deverão apresentar informações atualizadas sobre a balneabilidade das praias e ser instaladas em pontos de fácil visualização para moradores e turistas.

O objetivo é ampliar o acesso da população aos dados de monitoramento ambiental e alertar banhistas sobre possíveis riscos à saúde.

Participaram da audiência representantes da Sudema, da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), da Prefeitura de João Pessoa e de órgãos ambientais.

Justiça também cobra estudos sobre poluição

Durante a reunião, ficou definido que a Sudema passará a analisar líquidos poluentes encontrados em galerias pluviais identificadas pela Secretaria de Infraestrutura de João Pessoa.

Da mesma forma, o poder público deverá desenvolver estudos sobre a qualidade da areia nas praias urbanas em parceria com a Universidade Federal da Paraíba.

O Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas moveu a ação contra a Prefeitura de João Pessoa, a Cagepa, a Sudema e o Governo da Paraíba.

A entidade afirma que falhas nos sistemas de saneamento e drenagem estariam contribuindo para a degradação ambiental em diferentes trechos da orla.

No mês anterior, a Justiça já havia determinado medidas emergenciais para conter o despejo irregular de esgoto em praias como Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa.

Veja a seguir algumas destas paisagens:

Turismo e saúde pública preocupam autoridades

Na decisão, o magistrado destacou que a poluição nas praias pode afetar diretamente a saúde pública, o turismo e o equilíbrio do ecossistema marinho.

Entre as medidas já determinadas pela Justiça estão:

  • elaboração de plano para interromper despejos irregulares;
  • monitoramento da água e da areia;
  • reinstalação das placas de balneabilidade;
  • proibição de novas ligações de esgoto sem capacidade comprovada de tratamento.

O cumprimento das medidas seguirá sendo acompanhado pela Justiça da Paraíba nos próximos meses.