A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, órgão dos EUA) confirmou o que muitos temiam: o fenômeno El Niño deve retornar com força no segundo semestre de 2026.
Após um período de águas mais frias (La Niña), o Oceano Pacífico está aquecendo rapidamente. Para quem vive no Sudeste, isso muda tudo.
O “Inverno que não vinga”
Em São Paulo e no litoral, o El Niño costuma agir como um “escudo” contra o frio extremo.
- Menos geadas: As massas de ar polar encontram mais dificuldade para subir o mapa.
- Inverno “morno”: Prepare-se para mais dias de “veranico” (aquele calor fora de hora em julho e agosto).
- Mínimas elevadas: As noites não devem ser tão geladas quanto nos últimos anos.

Inverno terá muitos dias quentes / Agência Brasil
Calor turbinado no Litoral
Para quem frequenta o litoral paulista (Santos, Guarujá, São Sebastião), o impacto é direto no termômetro.
O El Niño favorece a retenção de calor na atmosfera. Isso significa que, mesmo fora do verão, as máximas podem surpreender, mantendo as praias cheias, mas com um ar mais abafado e úmido.
O que muda no seu dia a dia?
- Conta de luz: Com o calor acima da média, o uso de ar-condicionado e ventiladores tende a subir no final do ano.
- Chuvas irregulares: O Sudeste pode enfrentar períodos de “mela-mela” (chuva fina e constante) ou secas repentinas, já que o fenômeno bagunça a chegada das frentes frias.
- Primavera escaldante: O final de 2026 promete ondas de calor mais frequentes que o normal.

Inverno mais curto e quente em 2026 / Agência Brasil
Resumo das previsões:
- Até Junho: Período de neutralidade (clima “em cima do muro”).
- Julho em diante: Entrada oficial do El Niño.
- Impacto em SP: Inverno mais curto e menos rigoroso; primavera e verão com recordes de temperatura.
*Fontes: O Globo (Reportagem sobre a transição climática de 18/03/2026), NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), CPTEC/INPE (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) e Climatempo.
