Igreja de Malafaia pede ‘jejum por decisão do STF’ a favor dos cultos presenciais

O plenário do Supremo Tribunal Federal decide hoje sobre a presença de público em cultos religiosos durante a pandemia do novo coronavírus

“Satanás quer impedir que as igrejas abram”, pregou um dos três pastores que se revezaram na manhã desta terça-feira (6) no púlpito de um culto presencial na igreja neopentecostal Advec (Assembleia de Deus Vitória em Cristo), na zona leste de São Paulo, liderada pelo pastor Silas Malafaia.

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O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decide hoje (7) sobre a presença de público em cultos religiosos durante a pandemia do novo coronavírus. A Corte deve resolver o impasse após decisões conflitantes dos ministros Kassio Nunes e Gilmar Mendes. Mesmo com o imbróglio, a Advec programou quatro celebrações para esta semana, todas às 18h.

A exceção foi o culto de ontem, a “Manhã com Deus”, iniciado às 9h com direito a pedido de “jejum” pela decisão do Supremo.

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Com capacidade para 2.000 pessoas, o galpão transformado em igreja contava com 20 fiéis, bem menos do que os 25% da lotação autorizada por Nunes. Recebidos na entrada por um totem com álcool em gel, os fiéis foram proibidos de tirar a máscara e precisaram respeitar a regra: para cada cadeira ocupada, a seguinte deveria estar vazia.

O novo coronavírus foi lembrado durante toda a cerimônia. Na primeira oração entoada, o alvo foram os “intubados por covid e profissionais da linha de frente”.

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A covid-19 não foi esquecida nem durante a leitura da Bíblia, ocasião em que o pastor recomendou aos fiéis que “exigissem” de Cristo a cura para doenças como ebola, câncer, zika e “inclusive a covid”.

“Certamente Ele [Jesus] tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças”, afirmou um pastor ao ler a passagem escolhida –Isaías 53:4. “O castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados”, continuou.

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Apesar de a Advec “estar inaugurando muitas igrejas durante a pandemia”, segundo um pastor, “Satanás quer impedir que as igrejas abram”, disse. Sem entrar em detalhes, alertou para a possibilidade de que encontros como aquele deixem de acontecer “dependendo do que for decidido amanhã (hoje) pelo STF”, e pediu jejum.

“Se puderem, jejuem pela decisão do STF”, disse.