Hopi Hari é condenado a pagar R$ 1,5 milhão ao extinto Playcenter

Em maio de 2016, o Hopi Hari assinou um contrato com a Play One Empreendimentos por meio do qual poderia utilizar a marca "Noites do Terror" em uma determinada programação

Trecho da encenação de abertura da Hora do Horror 2016, no Hopi Hari

Trecho da encenação de abertura da Hora do Horror 2016, no Hopi Hari | Divulgação/Hopi Hari

A Justiça paulista condenou o Hopi Hari a pagar R$ 1,5 milhão à empresa Play One Empreendimentos pelo uso da marca “Noites do Terror”, que faz referência a um evento que era realizado no antigo parque de diversão Playcenter. 

Continua após a publicidade

Em maio de 2016, o Hopi Hari assinou um contrato com a Play One Empreendimentos por meio do qual poderia utilizar a marca “Noites do Terror” em uma determinada programação.

O acordo, no entanto, segundo informações prestadas pela Play One à Justiça, foi rompido meses depois, pois o Hopi Hari não teria cumprido alguns dos termos contratuais estabelecidos. 

Mesmo assim, segundo a empresa, o parque utilizou a marca “Noites do Terror” para anunciar o evento “Hora do Horror + Noites do Terror”, que seria realizado entre outubro e dezembro de 2016.

Continua após a publicidade

O Hopi Hari se defendeu afirmando à Justiça “não reconhecer o valor supostamente acertado”. “Inclusive, verifica-se que o contrato trazido à baila inicial pela parte autora [do processo] sequer conta com firma reconhecida em cartório, o que, por si só, descredita o documento”, afirmou a defesa do Hopi Hari no processo.

O juiz Fábio Holanda não aceitou a argumentação e condenou o Hopi Hari a pagar R$ 1,5 milhão, valor que será acrescido ainda de juros e correção monetária. “O contrato celebrado pelas partes é válido”, afirmou na sentença. O Hopi Hari ainda pode recorrer da decisão.

Em nota, o Hapi Hori disse que ainda não foi notificado sobre a decisão.

Continua após a publicidade

“A direção do parque Hopi Hari vem informar que a ação judicial citada na reportagem e sua decisão não ocorreram na atual gestão e ainda não foi oficialmente publicada. Portanto, a diretoria e o departamento jurídico do parque não foram formalmente notificados a respeito”.