Governo parabeniza Ican por Nobel e reafirma uso pacífico da tecnologia nuclear

A entidade recebeu a honraria pelos esforços que levaram à recente adoção do Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares

O governo brasileiro parabenizou ontem (6) a Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (Ican, da sigla em inglês) pelo prêmio Nobel da Paz de 2017. A entidade recebeu a honraria pelos esforços que levaram à recente adoção do Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares.

Continua após a publicidade

“O Brasil orgulha-se de ter sido um dos seis países que lideraram as negociações do tratado, reflexo de sua tradição pacifista e da busca por um mundo livre de armas nucleares”, disse em nota o Ministério das Relações Exteriores.

“Ao congratular-se com a Ican, o Brasil reafirma seu compromisso constitucional com o uso pacífico da atividade nuclear e conclama a comunidade internacional a engajar-se nos esforços que levem a uma completa eliminação das armas nucleares e à prevalência do direito internacional e dos direitos humanos”, destaca o Itamaraty.

Continua após a publicidade

Tratado

A conferência para negociar o texto do tratado foi proposta por Brasil, México, África do Sul, Áustria, Irlanda e Nigéria no fim de 2016. O acordo impede que os Estados-Membros desenvolvam, testem, produzam, adquiram, tenham ou estoquem armas nucleares ou qualquer outro dispositivo nuclear explosivo.

Continua após a publicidade

Em cerimônia realizada no dia 20 de setembro na sede das Nações Unidas, em Nova York, o presidente Michel Temer foi a primeira autoridade a assinar o tratado, seguido de outros líderes. O acordo multilateral entrará em vigor 90 dias depois que 50 países – dos 122 que o aprovaram – o ratifiquem.

No entanto, muitos países ficaram de fora das negociações, incluindo os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, a Rússia e outras potências nucleares, assim como muitos de seus aliados. A Coreia do Norte também não se uniu às negociações.

Continua após a publicidade

O prêmio Nobel da Paz foi anunciado hoje pelo Comitê Nobel Norueguês, que alertou sobre as “consequências humanitárias catastróficas” dos arsenais nucleares.