FLUXO MIGRATÓRIO

Fuga para o Brasil por causa de mudanças no clima será debatido no Congresso

Aquecimento global e condições de moradia são a principal motivação para entrada de estrangeiros e deslocamento de brasileiros no País

Letícia Maria, de Brasília

Publicado em 16/08/2023 às 11:38

Atualizado em 16/08/2023 às 12:14

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A senadora Mara Gabrilli é a presidente da Comissão Mista que debate o fluxo migratório / Marcos Oliveira/Agência Senado

Nesta quarta-feira (16), a Comissão Mista Permanente sobre Migrações Internacionais e Refugiados debaterá sobre deslocamentos forçados por causas climáticas. É que com o fenômeno do aquecimento global e também devido à precariedade de moradias, os desastres ambientais tem sido mais frequentes e causando danos cada vez maiores. A Comissão é presidida pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) e acontecerá a partir das 14h30.

Além dos parlamentares, a Audiência contará com a participação da Unidade de Migração, Meio Ambiente e Mudança Climática da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados no Brasil (Acnur), e da Cáritas do Brasil. O deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) é o relator da Comissão.

Esses deslocamentos são classificados internacionalmente como deslocamentos forçados. E representam, na verdade, uma motivação para a atitude de um indivíduo deixar seu país nacional e partir para outro país sem saber quais condições encontrará. O Brasil convive, ainda, com os deslocamentos regionais.

Um dos episódios que mais trouxe imigrantes para o País foi o do terremoto no Haiti em 2010. Até hoje há notícias de haitianos buscando refúgio no Brasil. Mais recentemente, e volumoso, tem os deslocamentos dos venezuelanos para diversas unidades da federação. São Paulo, mais especificamente o aeroporto de Guarulhos, convive com o fluxo migratório afegão devido a tomada de poder do país pelo Talibã. O País também tem sido alvo de cubanos, argentinos, bolivianos e angolanos.

Sobre o fluxo regional, eles são devidos, principalmente, por desmoronamentos, enchentes, alagamentos, crimes ambientais e secas extremas prolongadas. As tragédias de Mariana e de Brumadinho são dois exemplos claros de como as mudanças climáticas e geográficas são capazes de alterar as condições de vida de toda uma população. Sem moradia, sem saneamento básico, elas não hesitam em buscar por melhores condições de vida.

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