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Entenda qual o seu perfil de investidor e comece a investir

Especialistas explicam as características dos principais perfis de investidor e a importância do autoconhecimento para quem quer investir

Gladys Magalhães

Publicado em 26/02/2023 às 11:00

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Para escolher o investimento ideal, é importante entender os conceitos de emprestar dinheiro e ser sócio / 3D Animation Production Company para Pixabay

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), divulgada em meados de janeiro, apontou que 1/3 dos brasileiros investe em produtos financeiros, sendo que a poupança continua sendo o investimento preferido no País, com 23% das aplicações.

Para especialistas, a pesquisa retrata que, embora investir seja importante, ainda falta educação financeira à população.

“Falar de dinheiro e investimentos deveria ser algo natural nas conversas com os filhos, já que um dos fatores determinantes nos resultados dos investimentos é o tempo. A educação financeira ajuda a entender que investir faz parte da nossa vida e ajuda a entender os conceitos que auxiliam nas melhores escolhas para cada um”, observa a educadora financeira Teresa Tayra.

Perfil investidor
Para quem deseja começar a investir, o primeiro passo é conhecer o perfil investidor, que, segundo Teresa, está ligado ao fator risco. De modo geral, ele pode ser dividido em três perfis: o conservador, o moderado e o arrojado. Porém, há quem discorde de tais nomenclaturas.

“Nas corretoras, se fala em conservador, moderado e arrojado. É uma nomenclatura possível, mas não são os perfis que encontramos mais comumente no mercado. Eu prefiro “vivem de renda”, “estão construindo o futuro” e “são curiosos ou querem enriquecer””, diz Raul Sena, fundador da escola de investimento AUVP.

A seguir, as características dos perfis de investidores mais comuns.

Vivem de renda
“Investem maioritariamente em Renda Fixa, Fundos Imobiliários e, à vezes, em poucas ações que pagam dividendos. Esse perfil normalmente tem entre 45 e 80 anos e, de fato, investe para bancar o custo de vida”, explica Raul.

Estão construindo o futuro
“Aqui estão os investidores que sonham em construir um patrimônio, para viver de renda no futuro, ou que, simplesmente, têm medo de não conseguir se aposentar pelo INSS. Normalmente, têm entre 30 e 45 anos. É quando começam a perceber que a juventude está indo embora”, diz Raul.

O investidor completa: “Já os jovens nesse perfil, de 18 a 30 anos, normalmente são desenvolvedores, médicos, concursados ou outros profissionais com salários altos e que estão, realmente, buscando construir um futuro sólido. Eles sabem que isso vai dar trabalho e, por isso, querem começar o quanto antes.”

São curiosos ou querem enriquecer
“Esse perfil de investidor está buscando uma alternativa para enriquecer. Normalmente, quer gerar dinheiro rápido. São jovens buscando construir fortuna o mais rápido possível. A maioria deles se expõe em investimentos arriscados ou tenta estratégias malucas. Nesse perfil estão os que mais perdem dinheiro. Normalmente, essas pessoas investem pouco e têm planos muito exagerados. Aos poucos, vão amadurecendo e tendem a evoluir para um perfil mais analítico e menos arriscado”, comenta Raul.

Considerando as nomenclaturas mais usadas, as características são as seguintes:

Conservadores:  “não lidam bem com as perdas. Ter a certeza de quanto será e quando será o retorno de seus investimentos tem um peso grande para esse perfil”, explica Teresa.

Moderados: “são menos conservadores, pois sabem das oportunidades que investimentos com outras características de riscos podem abrir oportunidades de melhores retornos”, diz a especialista.

Arrojados: “lidam melhor com os riscos, têm consciência sobre essa relação de risco e oportunidades de retorno”, argumenta Teresa.

Escolhendo um investimento
Para saber qual é o perfil de investidor, na opinião do consultor financeiro Sérgio Ferreira, é preciso autoconhecimento e se perguntar em que fase da vida a pessoa está. Além disso, para ele, é necessário saber o que está levando a pessoa a investir.

Outro ponto importante é estudar sobre os tipos de investimentos.  “É essencial entender os conceitos e a natureza de cada investimento. Uma vez conhecendo certos conceitos, facilita muito que tipo de investimento escolher, além de dar clareza de melhores escolhas que atendam nosso perfil, nossa necessidade atual, mediante ao cenário econômico”, analisa Teresa.

Dessa forma, para escolher o investimento ideal, a especialista acredita ser importante entender os conceitos de  emprestar o dinheiro em troca de juros ou ser sócio para receber parte dos lucros.

“No quesito emprestar, existem várias opções disponíveis. Exemplo: emprestar para o Governo, por meio de títulos do tesouro, emprestar para um banco, como em um cdb. As perguntas mais comuns são: se estou emprestando, preciso entender quem está oferecendo o maior retorno, com qual tempo de carência de resgate. Já, no quesito ser sócio,  as perguntas mais comuns são: se estou sendo sócio, que tipo de sociedade faz sentido para mim? Seria das ações de empresas com foco em tecnologia ou da área de bancos? Ou ser sócio de complexos que alugam galpões ou espaços, para receber os aluguéis como os fundos imobiliários?”, argumenta.  

Para começar a investir
Após entender qual o perfil de investidor e estudar os tipos de investimento, é hora de começar a investir. Porém, antes, os especialistas aconselham liquidar as dívidas e fazer uma reserva financeira.

“É importante  ter uma reserva de emergência no valor de, no mínimo, seis meses dos seus custos fixos. O ideal é investir só depois de ter essa reserva. Ou seja, é preciso ter a certeza de que não vai precisar, de jeito nenhum – e pelos próximos anos –, daquele dinheiro investido”, diz Raul.

Feito isso, é preciso definir os objetivos do investimento e, se necessário, procurar ajuda, sendo que a pessoa precisa entender que investimento não é sinônimo de milagre.

 “Hoje, temos diversos tipos de investimentos tanto de renda fixa, como variável.  O principal erro é tentar ter resultados em curtos prazos”, finaliza Sérgio.

Leia esta matéria também na Gazeta de S. Paulo 

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