Brasil
Proposta de regulamentação prevê piso por corrida e novas regras, enquanto empresa alerta para impacto direto no preço ao usuário
De acordo com CEO do Uber, o aumento nos custos operacionais das plataformas tende a ser repassado ao consumidor / Reprodução/Uber
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A proposta do governo federal para regulamentar o trabalho por aplicativos acendeu um alerta no setor de mobilidade. Segundo o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, as mudanças em discussão podem elevar o preço das corridas em até 60% no Brasil.
O texto, que será enviado à Câmara dos Deputados, prevê a criação de um piso mínimo de R$ 10 por corrida, aumento no valor por quilômetro rodado e novas obrigações para as plataformas.
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Entre os principais pontos da proposta estão:
Mesmo com o impasse, o Brasil continua sendo um dos principais mercados da Uber no mundo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)Segundo o ministro Guilherme Boulos, a ideia é equilibrar a relação entre empresas e trabalhadores, garantindo uma remuneração mínima compatível com os custos da atividade.
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Novidades da empresa estão sendo testadas no país. O Uber Ônibus, por exemplo, é um serviço que promete revolucionar o transporte urbano no Brasil.
De acordo com Khosrowshahi, o aumento nos custos operacionais das plataformas tende a ser repassado ao consumidor.
Hoje, o modelo funciona com motoristas autônomos, que arcam com despesas como combustível, manutenção e riscos da atividade.
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Caso novas regras imponham mais custos às empresas — como contribuições, garantias ou até vínculos mais formais — o impacto pode chegar diretamente ao valor final das corridas.
“Se houver exigência de contratação, os negócios diminuem e os preços sobem”, afirmou o executivo.
Fake news atrapalham entendimento de nova lei de Lula para motoristas da Uber e 99 (Foto: Agência Brasil)Apesar das críticas, o CEO reforçou que a empresa não pretende deixar o país. O Brasil é considerado o principal mercado da plataforma em número de viagens no mundo, com mais de 2 milhões de motoristas cadastrados.
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“Vamos continuar no Brasil e seguir as leis. Este é um lar permanente para nós”, disse. A intenção de permanecer no país é tanta que novos serviços estão entrando em vigor, como o Uber Mulher.
A proposta ainda será discutida no Congresso Nacional e pode sofrer alterações. Especialistas apontam que o desafio será encontrar um equilíbrio entre melhores condições para os trabalhadores e a manutenção de preços acessíveis para os usuários.
Se aprovada como está, a regulamentação pode marcar uma mudança estrutural no setor — com impacto direto no bolso de quem usa aplicativos no dia a dia.
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