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Cuidado, mulherada! Anvisa manda recolher esmaltes da Impala com substância proibida

Os produtos contêm TPO, vetado por risco à fertilidade; a empresa diz ter iniciado retirada logo após a mudança na regra

Giovanna Camiotto

Publicado em 20/03/2026 às 18:52

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A Anvisa determinou o recolhimento de lotes de esmaltes em gel da Impala / Reprodução/Mundial

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de lotes de esmaltes em gel da Impala por conterem substância proibida no país. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e abrange produtos fabricados pelo Laboratório Avamiller de Cosméticos LTDA.

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Segundo a agência, os itens apresentam o composto Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide (TPO), vetado no Brasil desde outubro de 2025 em cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes.

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O TPO é utilizado em esmaltes em gel que exigem cura por luz ultravioleta (UV) ou LED. De acordo com a Anvisa, a substância foi proibida por ser classificada como tóxica para a reprodução, com potencial de prejudicar a fertilidade.

Os itens apresentam um composto químico vetado no Brasil desde outubro de 2025Os itens apresentam um composto químico vetado no Brasil desde outubro de 2025/Pexels

A decisão inclui todos os lotes de cinco linhas comerciais, como “Impala Gel Plus” e “Top Coat Gel Plus”, além de diferentes tonalidades da linha.

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“Ainda que o risco ocupacional seja mais intenso, usuárias e usuários também estão sujeitos aos efeitos nocivos decorrentes da exposição”, afirmou a diretora da agência, Daniela Marreco, ao justificar a proibição. Segundo ela, os efeitos adversos estão associados principalmente à exposição repetida e prolongada.

A agência ressaltou, porém, que contatos ocasionais tendem a representar risco menor, sem afastar a necessidade de retirada dos produtos do mercado como medida preventiva.

A Impala declarou ainda que nem todos os itens da linha continham a substânciaA Impala declarou ainda que nem todos os itens da linha continham a substância/Pexels

Em nota, a Impala informou que passou a restringir o uso do TPO assim que tomou conhecimento da atualização regulatória. A empresa disse ter iniciado recolhimento voluntário e adotado medidas para adequação às normas.

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“Como medida preventiva, iniciamos o recolhimento dos produtos abrangidos, com o objetivo de assegurar conformidade com as determinações sanitárias”, afirmou.

A companhia declarou ainda que nem todos os itens da linha continham a substância e que a medida se restringe às versões específicas afetadas.

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