Conselho Estadual do Meio Ambiente comemora 40 anos

Com mais de 400 reuniões, importantes deliberações e discussões, colegiado une governo e sociedade civil em prol do meio ambiente

O Consema possui um papel fundamental na gestão ambiental do Estado

O Consema possui um papel fundamental na gestão ambiental do Estado | Divulgação/Governo de SP

Nesta quarta-feira (26), a 421ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) teve especial importância por ser o marco de 40 anos de atividade desse importante fórum de discussão focado em desenvolvimento sustentável no estado de São Paulo.

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Dentre as relevantes contribuições dadas pelo conselho à sociedade está, por exemplo, o avanço dos mecanismos de controle da poluição a partir das políticas implementadas em Cubatão. Na época de sua criação, quando a poluição na cidade já atingia níveis críticos e a incluía entre as de pior qualidade de ar no mundo, o estabelecimento de metas de redução — para a ação dos gestores públicos — e o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle e fiscalização das empresas fizeram desse caso um modelo replicado em outros estados do país.

“O Consema possui um papel fundamental na gestão ambiental do Estado. A partir do diálogo com a sociedade, é um órgão que incentiva o debate e a propositura de soluções aos desafios de levar São Paulo para um futuro mais sustentável. Assegura, também, transparência e governança às decisões que tomamos e as torna, por meio da participação social, ainda mais estruturadas”, avalia a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

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De composição mista, unindo secretários de Estado, presidentes de estatais e de órgãos públicos e representantes da sociedade civil, o Consema foi criado em 26 de abril de 1983, pelo governador André Franco Montoro. Em sua primeira deliberação, já indicava uma direção clara no sentido de equipar o estado com unidades de conservação que mantivessem a capacidade de regeneração ambiental de São Paulo. Assim, quatro Áreas de Proteção Ambiental (Silveiras, Campos do Jordão, Tietê e Corumbataí- Botucatu- Tejupá) foram criadas e aparecem no primeiro documento oficial do Conselho.

Entre as suas primeiras deliberações, ainda na década de 80, destaca-se a autorização para a criação da EE Jureia-Itatins. A decisão representou uma vitória contra a possibilidade de instalação de usinas nucleares na região, onde os 24 mil hectares de área anteriormente ocupados foram desapropriados e transformados em Estação Ecológica.

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Em audiências públicas e na apreciação dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatórios de Impacto Ambiental (RIMA) de casos emblemáticos de empreendimentos importantes para o desenvolvimento do Estado, foram discutidos temas ligados à construção e duplicação de rodovias, aterros sanitários e centrais de tratamento de resíduos, portos e aeroportos, usinas hidrelétricas e termelétricas, assim como atividades agrícolas e minerárias.

Outras deliberações da esfera ambiental também foram decisivas para as ações em prol de adaptações às mudanças climáticas, como a aprovação da minuta de decreto que estabeleceu os padrões para qualidade do ar no estado de São Paulo, o Plano de Controle de Emissões Atmosféricas e o Plano de Ação Climática, após ampla discussão na formulação de suas diretrizes.

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Além disso, passaram pelas plenárias as concessões dos parques estaduais de Campos do Jordão, da Cantareira, Alberto Löfgren, Caminhos do Mar, Zoológico e Jardim Botânico, Parques Urbanos Villa-Lobos, Candido Portinari e Água Branca, dentre outros.

Vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, o Consema continua a realizar suas ações, reuniões mensais, audiências públicas e deliberações, com discussões e decisões de relevante interesse e impacto para a população do estado na agenda da sustentabilidade.