Um dos prédios da Papuda, no Distrito Federal / Gláucio Dettmar/CNJ
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O Complexo Penitenciário da Papuda é o principal conjunto de unidades prisionais do Distrito Federal - Brasília, e está situado no Jardim Botânico, na Rodovia DF-465. no km 4. Ela é de total responsabilidade da SEAPE-DF, e não do governo federal, e pode receber Jair Messias Bolsonaro, caso seja condenado nas próximas semanas.
A Papuda é dividida em um Centro de Detenção Provisória (CDP), Centro de Internamento e Reeducação (CIR), voltado ao semiaberto e com ala especial para ex-policiais, idosos e demais réus com direito a prisão especial, além de duas alas para os presos em regime fechado (PDF I e PDF II).
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A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal informa que as visitas na Papuda ocorrem às quartas e quintas-feiras, das 09h às 15h, mas reforça que essa programação pode sofrer alterações sem prévio aviso a depender de questões administrativas de segurança.
Cada preso tem direito a receber 2 visitantes, desde que estes estejam devidamente cadastrados no sistema SEAPE do Distrito Federal. A revista para entrar na Papuda é rigorosa, utilizando scanner corporal e de objetos, sensores de metais e, é claro, a revista pessoal direta feita por um agente no visitante.
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Segundo relatórios de direitos humanos recentes e informações de outros portais de notícias, como CNN, Correio Braziliense e Uol, a penitenciária da Papuda tem vaga para até 10.673 detentos, mas abriga, hoje, cerca de 16.166. Sim, há uma superlotação crônica no lugar. Esses números podem variar de mês para mês.
Há muitas denúncias de problemas estruturais nos prédios do complexo, além da acusação do uso de força excessiva contra os presos, maus-tratos e condições de higiene precárias.
Em 17 de agosto de 2000, 11 detentos foram mortos durante uma rebelião no espaço que hoje funciona o Centro de Detenção Provisória (CDP). Em 18 de outubro de 2001 mais uma rebelião com saldo final de dois detentos mortos. Em setembro de 2024 o plano de um grupo de presos para fugir do local foi descoberto, acabando com a intenção de fuga de todos.
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Entre alguns dos muitos presos conhecidos e midiáticos que fizeram parte da história da Papuda estão Paulo Maluf, Delúbio Soares, José Dirceu, José Genoino, Élcio de Queiroz (caso Marielle Franco) e réus do 8 de janeiro.