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Clima e avanço nas colheitas seguem ditando as cotações das frutas na roça e no atacado

Melancia cai pela sexta semana, mamão fica mais barato e começa safra da maçã

Nilson Regalado

Publicado em 07/02/2024 às 13:00

Atualizado em 07/02/2024 às 13:02

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O mamão formosa também está com preços favoráveis ao consumidor. / Julia Zolotova

Depois de assustar comerciantes e consumidores perto do Natal, os preços da melancia não param de cair. A semana encerrada no último dia 2 foi a sexta seguida com deflação nos preços da melancia. Outra fruta que deve ficar mais em conta nas próximas semanas é a maçã gala. A colheita já deveria ter começado em meados de janeiro, mas as chuvas constantes no Rio Grande do Sul e, especialmente, em Santa Catarina atrasaram o início da safra, que começa a se intensificar agora, em fevereiro. O mamão formosa também está com preços favoráveis ao consumidor. E o motivo é a chuva, que encharcou os solos no Espírito Santo, maior produtor da fruta no País. E isso reduziu a qualidade da fruta, consequentemente, os preços caíram na porteira da fazenda na última semana.

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O valor da melancia graúda não para de cair na Bahia e no Rio Grande do Sul. O motivo é o avanço da safra de verão. E a colheita começou também no Goiás, ampliando a oferta da fruta em praticamente todo o País.

Com isso, os preços despencam há seis semanas seguidas.

Só na semana passada, o valor pago na porteira da fazenda caiu 12,5% na cidade baiana de Teixeira e Freitas, maior produtora de melancia na Região Nordeste. No Sul, a queda foi mais modesta: 7,7%. Assim, a fruta 'sobe' no caminhão dos atravessadores custando entre R$ 0,68 e R$ 0,70 o quilo e chega às gôndolas dos supermercados paulistas entre R$ 2,30 e R$ 3,50 o quilo, quase 500% mais cara.

As cotações na roça foram coletadas pelo portal hfbrasil.org.br e a expectativa é que tais condições permaneçam favoráveis ao consumidor no curto prazo. 
 

MAMÃO.
As chuvas intensas das últimas semanas encharcaram o solo nas principais regiões produtoras do mamão formosa no Espírito Santo, maior fonte da fruta no País. Resultado: a umidade, aliada ao calor, favoreceu o surgimento de fungos e bactérias nos pomares, o que tem provocado perdas na roça.
Essas condições climáticas prejudicam a qualidade da fruta. Isso, somado ao final do mês, o que tradicionalmente reduz o consumo, derrubaram os preços do formosa. Segundo o hfbrasil.org.br, só na semana passada as cotações despencaram 18% frente à semana anterior. As condições devem permanecer as mesmas no curto prazo.
 

MAÇÃ.
A safra da maçã gala está atrasada, especialmente na Serra Catarinense, maior produtora do País. Mas, as condições se repetem também na região de Vacaria, na Serra Gaúcha, também uma área importante para o mercado da fruta. A culpa é da chuva.

Com pelo menos 15 dias de atraso, a colheita começa a se intensificar a partir de agora, com os trabalhos no campo se intensificando após o Carnaval. E a tendência é que nas próximas semanas a oferta da gala aumente nos atacados e no varejo, dando tração ao recuo nos preços. Por enquanto, o que foi colhido ainda sendo classificado conforme o calibre (tamanho) e a qualidade.

Segundo o hfbrasil.org, parceiro do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola de Agricultura da USP, na semana encerrada no último dia 2 os preços da outra variedade disponível, a fuji, se desvalorizaram nas centrais atacadistas de São Paulo. Segundo os economistas da Ceagesp, a caixa de 18 quilos da maçã fuji Categoria 1 foi vendida a R$ 168,33, o que significou uma queda de 5% na comparação com a semana anterior. 

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