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Cigarro vai ficar mais caro! Entenda estratégia do governo para segurar os preços do combustível

A estratégia envolve aumentar impostos sobre cigarros para compensar a redução de tributos sobre combustíveis como biodiesel e querosene de aviação

Ana Clara Durazzo

Publicado em 11/04/2026 às 16:30

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A alíquota específica passará de R$ 2,25 para R$ 3,50 por maço, elevando também o preço mínimo no varejo, que sobe de R$ 6,50 para R$ 7,50 / Imagem gerada por IA

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O governo federal anunciou um novo pacote de medidas econômicas para conter a alta dos combustíveis e a conta deve chegar diretamente ao bolso dos fumantes. A estratégia envolve aumentar impostos sobre cigarros para compensar a redução de tributos sobre combustíveis como biodiesel e querosene de aviação (QAV).

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros. A alíquota específica passará de R$ 2,25 para R$ 3,50 por maço, elevando também o preço mínimo no varejo, que sobe de R$ 6,50 para R$ 7,50.

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A medida faz parte de um pacote emergencial para compensar a decisão do governo de zerar PIS e Cofins sobre o biodiesel e o querosene de aviação, combustíveis diretamente impactados pela alta do petróleo no cenário internacional.

Segundo a equipe econômica, a expectativa é gerar cerca de R$ 1,2 bilhão em arrecadação adicional já em 2026.

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Combustíveis mais baratos, cigarro mais caro

A lógica da medida é simples: reduzir o impacto dos combustíveis no bolso da população, compensando a perda de arrecadação com o aumento de impostos em outro setor.

A desoneração do querosene de aviação, por exemplo, deve reduzir o preço em cerca de R$ 0,07 por litro, ajudando a conter custos no setor aéreo.

Já o biodiesel, misturado ao diesel comum, também entra na estratégia para evitar repasses maiores ao consumidor final, especialmente no transporte de cargas e alimentos.

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A lógica da medida é simples: reduzir o impacto dos combustíveis no bolso da população

Guerra no Oriente Médio pressiona medidas

O pacote econômico surge em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, que tem pressionado o preço internacional do petróleo. Esse cenário elevou custos de combustíveis no mundo todo e forçou governos a adotarem medidas emergenciais.

Durigan afirmou que as ações têm caráter inicial de dois meses, mas podem ser prorrogadas caso o conflito, especialmente entre Estados Unidos e Irã, continue impactando o mercado global.

Aumento anterior não funcionou, diz governo

Segundo o ministro, a decisão de aumentar novamente o imposto sobre cigarros também leva em conta o histórico recente.

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A majoração anterior “não teve o efeito esperado”, nem na redução do consumo nem na arrecadação, afirmou.

Com isso, o governo aposta em um novo reajuste mais forte, que além de compensar perdas fiscais, também pode ter impacto indireto na saúde pública ao desestimular o consumo.

 O aumento de preço também pode ter impacto indireto na saúde pública ao desestimular o consumo.

Outras medidas para segurar preços

Além do aumento no cigarro, o pacote inclui uma série de ações para conter a alta dos combustíveis:

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  • Subsídio de R$ 1,17 por litro de diesel importado, dividido entre União e estados
  • Nova subvenção de R$ 0,80 por litro para diesel nacional, válida por dois meses
  • Redução no preço do gás de cozinha (GLP) para famílias de baixa renda
  • Linhas de crédito para companhias aéreas via Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC)
  • Punição para empresas que elevarem preços de forma abusiva

As medidas fazem parte de um esforço para equilibrar inflação, consumo e contas públicas.

Equilíbrio fiscal e impacto no bolso

O governo também aposta em outras fontes de receita para fechar a conta, como:

  • Aumento da arrecadação com royalties do petróleo
  • Impostos sobre exportação de petróleo
  • Receitas do pré-sal

A previsão oficial é manter a meta fiscal, mesmo com gastos extras provocados pelo cenário internacional.

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O que muda para o consumidor

Na prática, o impacto será sentido de formas diferentes:

  • Motoristas e consumidores: possível alívio no preço dos combustíveis
  • Fumantes: aumento direto no custo do cigarro
  • Economia: tentativa de conter a inflação e evitar efeitos em cadeia

A medida reforça uma estratégia recorrente do governo: taxar produtos considerados prejudiciais à saúde para compensar benefícios em setores essenciais.

Agora, o desafio será avaliar se o aumento no cigarro terá, desta vez, efeito real tanto na arrecadação quanto na redução do consumo, dois pontos que não foram alcançados plenamente nas tentativas anteriores.

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