Carnaval sem bloco de rua é balde de água fria, diz loja de fantasias

Segundo Sfeir, o Halloween, em outubro, deu um respiro para a rede, que já vinha sofrendo pelo cancelamento dos encontros durante a pandemia

É preciso curtir o Carnaval com responsabilidade para evitar acidentes

É preciso curtir o Carnaval com responsabilidade para evitar acidentes

A suspensão dos blocos de Carnaval pelo segundo ano consecutivo por causa do avanço da ômicron foi um balde de água fria para a rede Festas e Fantasias, uma das lojas mais tradicionais do ramo na região central de São Paulo.

O movimento neste ano chegou a crescer cerca de 10% na comparação com 2021, mas ainda é 80% inferior ao registrado em 2020, no último Carnaval sem pandemia, afirma o empresário Pierre Sfeir, dono da loja.

“Vendemos muito no atacado, mas os lojistas cancelaram as compras. Agora estamos aguardando o consumidor final, que normalmente vem na última hora”, diz.
As vendas para a data respondem por aproximadamente metade do faturamento anual da empresa, que tem quatro lojas.

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Segundo Sfeir, o Halloween, em outubro, deu um respiro para a rede, que já vinha sofrendo pelo cancelamento dos encontros durante a pandemia. Mas a nova variante do coronavírus derrubou tudo de novo.

Ele afirma que vai esperar as próximas duas semanas para avaliar a situação. “A partir de março, vamos ver se começamos a fechar unidades, dispensar funcionários, porque não dá mais. Só milagre. A gente estava esperando que esse milagre fosse o Carnaval”, afirma.