Decisão de não iniciar a greve foi tomada durante assembleia no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista, em Santos / Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A suspensão da greve nacional dos caminhoneiros não encerrou o clima de tensão com o governo federal. Apesar do recuo após a publicação de uma medida provisória com benefÃcios à categoria, lideranças mantêm o estado de greve e pressionam por respostas concretas à s reivindicações ainda pendentes.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, deve se reunir nesta semana com representantes da categoria. O encontro marca uma nova rodada de negociações e é visto como decisivo para evitar uma paralisação em nÃvel nacional.
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A decisão de não iniciar a greve foi tomada durante assembleia no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista, em Santos. No entanto, o movimento permanece em estado de greve, o que mantém aberta a possibilidade de paralisação.
Segundo o presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil, José Roberto Stringasci, a categoria deu um prazo ao governo. A maioria dos caminhoneiros defendia a paralisação imediata, mas aceitou aguardar por até sete dias.
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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e LogÃstica informou que a greve está suspensa por ora, mas ressaltou que a decisão depende do andamento das negociações.
O presidente da entidade, Paulo João Estausia, afirmou que a categoria optou por agir com responsabilidade, evitando impactos imediatos, mas mantendo a mobilização.
A Associação Brasileira dos Condutores de VeÃculos Automotores também reforçou que a suspensão do movimento está diretamente ligada ao avanço nas tratativas com o governo, especialmente em temas como o preço do diesel e o cumprimento do piso mÃnimo do frete.
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Entre as principais demandas está a garantia do piso mÃnimo do frete. O presidente do Sindicam, Luciano Santos de Carvalho, destacou que a medida provisória publicada representa um avanço, mas ainda precisa ser efetivada.
Segundo ele, o piso é essencial para assegurar condições dignas de trabalho à categoria, principalmente diante das variações no preço do combustÃvel.
A Medida Provisória nº 1.343/2026 reforça a PolÃtica Nacional de Pisos MÃnimos do Transporte Rodoviário de Cargas e amplia os mecanismos de fiscalização.
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O texto torna obrigatório o registro das operações por meio do CIOT e prevê a integração de dados entre órgãos como a Agência Nacional de Transportes Terrestres, Receita Federal e fiscos estaduais e municipais.
Também há endurecimento nas penalidades para empresas que descumprirem as regras, com multas que podem chegar a R$ 10 milhões por operação e até suspensão do registro no RNTRC.
Outro ponto sensÃvel é o preço do diesel. O governo publicou recentemente o decreto nº 12.883/2026, que estabelece diretrizes para o valor de referência do combustÃvel.
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As entidades avaliam que avanços nessa frente serão determinantes para manter a categoria sem paralisação.
Com um prazo informal de sete dias estabelecido pelas lideranças, os próximos dias serão decisivos.
Caso o governo não apresente respostas concretas, a possibilidade de uma greve nacional volta ao radar, com potencial impacto direto no abastecimento e na economia.
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