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Caminhoneiros mantêm pressão e governo tenta evitar greve com nova negociação

Mesmo após suspensão da paralisação, categoria segue em estado de greve e cobra avanços sobre diesel, frete e fiscalização

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 23/03/2026 às 21:10

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Decisão de não iniciar a greve foi tomada durante assembleia no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista, em Santos / Tânia Rêgo/Agência Brasil

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A suspensão da greve nacional dos caminhoneiros não encerrou o clima de tensão com o governo federal. Apesar do recuo após a publicação de uma medida provisória com benefícios à categoria, lideranças mantêm o estado de greve e pressionam por respostas concretas às reivindicações ainda pendentes.

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, deve se reunir nesta semana com representantes da categoria. O encontro marca uma nova rodada de negociações e é visto como decisivo para evitar uma paralisação em nível nacional.

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A decisão de não iniciar a greve foi tomada durante assembleia no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista, em Santos. No entanto, o movimento permanece em estado de greve, o que mantém aberta a possibilidade de paralisação.

Segundo o presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil, José Roberto Stringasci, a categoria deu um prazo ao governo. A maioria dos caminhoneiros defendia a paralisação imediata, mas aceitou aguardar por até sete dias.

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Entidades condicionam trégua a avanços

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística informou que a greve está suspensa por ora, mas ressaltou que a decisão depende do andamento das negociações.

O presidente da entidade, Paulo João Estausia, afirmou que a categoria optou por agir com responsabilidade, evitando impactos imediatos, mas mantendo a mobilização.

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores também reforçou que a suspensão do movimento está diretamente ligada ao avanço nas tratativas com o governo, especialmente em temas como o preço do diesel e o cumprimento do piso mínimo do frete.

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Piso do frete segue no centro da pauta

Entre as principais demandas está a garantia do piso mínimo do frete. O presidente do Sindicam, Luciano Santos de Carvalho, destacou que a medida provisória publicada representa um avanço, mas ainda precisa ser efetivada.

Segundo ele, o piso é essencial para assegurar condições dignas de trabalho à categoria, principalmente diante das variações no preço do combustível.

Medida provisória endurece regras

A Medida Provisória nº 1.343/2026 reforça a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e amplia os mecanismos de fiscalização.

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O texto torna obrigatório o registro das operações por meio do CIOT e prevê a integração de dados entre órgãos como a Agência Nacional de Transportes Terrestres, Receita Federal e fiscos estaduais e municipais.

Também há endurecimento nas penalidades para empresas que descumprirem as regras, com multas que podem chegar a R$ 10 milhões por operação e até suspensão do registro no RNTRC.

Diesel entra na negociação

Outro ponto sensível é o preço do diesel. O governo publicou recentemente o decreto nº 12.883/2026, que estabelece diretrizes para o valor de referência do combustível.

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As entidades avaliam que avanços nessa frente serão determinantes para manter a categoria sem paralisação.

Com um prazo informal de sete dias estabelecido pelas lideranças, os próximos dias serão decisivos.

Caso o governo não apresente respostas concretas, a possibilidade de uma greve nacional volta ao radar, com potencial impacto direto no abastecimento e na economia.

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