Brasil

Avaliada em R$ 8 milhões, casa de ex-Globo vira símbolo de luxo consciente

Avaliada em aproximadamente R$ 8 milhões, a casa chama atenção menos pela ostentação e mais pela proposta

Fábio Rocha

Publicado em 02/03/2026 às 15:26

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Um dos exemplos mais emblemáticos dessa nova fase é a residência da jornalista Giuliana Morrone / Reprodução/Redes Sociais/Joana França

Continua depois da publicidade

Em Brasília, um movimento silencioso começa a redefinir o conceito de imóvel de luxo. Se antes metragem e acabamentos importados eram os principais diferenciais, agora eficiência energética, integração ambiental e baixo impacto ecológico passaram a pesar (e muito) na avaliação de mercado.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Um dos exemplos mais emblemáticos dessa nova fase é a residência da jornalista Giuliana Morrone, que transformou seu endereço na capital federal em um manifesto arquitetônico verde.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Mansão de R$ 250 milhões: A casa que fez o mercado de luxo iniciar 2026 com recorde de vendas

• Com robôs no jardim e custando R$ 85 milhões, mansão no interior de SP supera PIB de cidades

Avaliada em aproximadamente R$ 8 milhões, a casa chama atenção menos pela ostentação e mais pela proposta.

Quando o terreno dita as regras

Ao contrário do padrão tradicional, em que a natureza é adaptada ao projeto, a construção partiu do respeito ao bioma local. Um pequizeiro nativo foi mantido como elemento central da área externa, influenciando circulação, iluminação e até o posicionamento dos ambientes.

Continua depois da publicidade

A lógica foi simples: construir ao redor da paisagem, e não contra ela. O resultado é um imóvel que praticamente “respira” junto com o Cerrado, aproveitando luz natural abundante e ventilação cruzada para manter conforto térmico.

Economia invisível que valoriza o imóvel

O alto valor de mercado não se explica apenas pela localização. Sistemas de reaproveitamento de água da chuva, redução do uso de ar-condicionado e claraboias estrategicamente posicionadas diminuem gastos operacionais a longo prazo.

Veja mais: Mansão de R$ 250 milhões: A casa que fez o mercado de luxo iniciar 2026 com recorde de vendas.

Continua depois da publicidade

Em tempos de debate climático e pressão por construções mais eficientes, esse tipo de solução agrega valor real. Casas com menor consumo energético e hídrico tendem a ser mais atrativas para um público cada vez mais consciente.

Arquitetura como extensão de propósito

Após décadas no jornalismo político da TV Globo, Giuliana redirecionou sua atuação profissional para sustentabilidade e governança ambiental. A residência acaba refletindo essa virada de chave.

Não se trata apenas de estética minimalista ou escolha de materiais naturais, mas de coerência entre discurso e prática. A moradia funciona como vitrine de um estilo de vida alinhado a princípios ESG, hoje cada vez mais presentes no debate corporativo.

Continua depois da publicidade

O novo significado de morar bem

O caso sinaliza uma transformação maior: luxo já não significa excesso, mas inteligência construtiva. Em vez de monumentalidade, eficiência. Em vez de isolamento, integração com o entorno.

Se essa tendência se consolidar, imóveis sustentáveis deixarão de ser nicho e passarão a definir o novo padrão de alto nível nas grandes cidades brasileiras.

E Brasília, ao que tudo indica, já está alguns passos à frente.

Continua depois da publicidade

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software