Um dos exemplos mais emblemáticos dessa nova fase é a residência da jornalista Giuliana Morrone / Reprodução/Redes Sociais/Joana França
Continua depois da publicidade
Em Brasília, um movimento silencioso começa a redefinir o conceito de imóvel de luxo. Se antes metragem e acabamentos importados eram os principais diferenciais, agora eficiência energética, integração ambiental e baixo impacto ecológico passaram a pesar (e muito) na avaliação de mercado.
Um dos exemplos mais emblemáticos dessa nova fase é a residência da jornalista Giuliana Morrone, que transformou seu endereço na capital federal em um manifesto arquitetônico verde.
Continua depois da publicidade
Avaliada em aproximadamente R$ 8 milhões, a casa chama atenção menos pela ostentação e mais pela proposta.
Ao contrário do padrão tradicional, em que a natureza é adaptada ao projeto, a construção partiu do respeito ao bioma local. Um pequizeiro nativo foi mantido como elemento central da área externa, influenciando circulação, iluminação e até o posicionamento dos ambientes.
Continua depois da publicidade
A lógica foi simples: construir ao redor da paisagem, e não contra ela. O resultado é um imóvel que praticamente “respira” junto com o Cerrado, aproveitando luz natural abundante e ventilação cruzada para manter conforto térmico.
O alto valor de mercado não se explica apenas pela localização. Sistemas de reaproveitamento de água da chuva, redução do uso de ar-condicionado e claraboias estrategicamente posicionadas diminuem gastos operacionais a longo prazo.
Veja mais: Mansão de R$ 250 milhões: A casa que fez o mercado de luxo iniciar 2026 com recorde de vendas.
Continua depois da publicidade
Em tempos de debate climático e pressão por construções mais eficientes, esse tipo de solução agrega valor real. Casas com menor consumo energético e hídrico tendem a ser mais atrativas para um público cada vez mais consciente.
Após décadas no jornalismo político da TV Globo, Giuliana redirecionou sua atuação profissional para sustentabilidade e governança ambiental. A residência acaba refletindo essa virada de chave.
Não se trata apenas de estética minimalista ou escolha de materiais naturais, mas de coerência entre discurso e prática. A moradia funciona como vitrine de um estilo de vida alinhado a princípios ESG, hoje cada vez mais presentes no debate corporativo.
Continua depois da publicidade
O caso sinaliza uma transformação maior: luxo já não significa excesso, mas inteligência construtiva. Em vez de monumentalidade, eficiência. Em vez de isolamento, integração com o entorno.
Se essa tendência se consolidar, imóveis sustentáveis deixarão de ser nicho e passarão a definir o novo padrão de alto nível nas grandes cidades brasileiras.
E Brasília, ao que tudo indica, já está alguns passos à frente.
Continua depois da publicidade