Brasil
Prestador de serviço alegou que a passageira tinha pressa para chegar ao shopping, em SP, mas que o trânsito naquele momento estava 'travado'
Mulher apressada para chegar ao shopping agride motorista de app por dizer que ele não sabe usar GPS / Reprodução/Youtube/Balanço Geral
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Um motorista de aplicativo, que também atua como taxista, foi agredido com tapas e insultos por uma passageira na Zona Leste de São Paulo. O caso ocorreu após o profissional decidir utilizar um corredor de ônibus para agilizar o trajeto, já que a mulher demonstrava pressa e reclamava ao telefone sobre um possível atraso. As agressões foram registradas por uma câmera interna do veículo, equipamento que tem se tornado essencial para a segurança de trabalhadores do setor diante do aumento de casos de violência.
Segundo matéria exibida no Balanço Geral, a confusão teve início apenas cinco minutos após o embarque na Vila Alpina. O destino final era o Shopping Metrô Tatuapé, um trajeto curto, mas prejudicado pelo trânsito intenso da região. Ao notar que a cliente estava ansiosa com o horário, o motorista, identificado como Marcos, informou que usaria a faixa exclusiva de ônibus, uma prerrogativa permitida para táxis na capital paulista. No entanto, a passageira reagiu com agressividade, questionando a rota e afirmando que ele não sabia utilizar o GPS.
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As imagens mostram o momento em que a discussão escala para a violência física. Marcos manteve a calma e solicitou que a mulher desembarcasse do veículo após ser atingido. Mesmo fora do carro, a passageira continuou com as ofensas, chamando o profissional de "xarope" e ameaçando denunciá-lo à plataforma. O motorista explicou que sua única intenção era minimizar o tempo de deslocamento, mas acabou sendo alvo de uma fúria injustificada.
Apesar da gravidade do ocorrido, o condutor revelou que não pretende registrar um boletim de ocorrência ou reportar o incidente ao aplicativo de transporte. O motivo é o receio de retaliação e o medo de ser bloqueado pela plataforma, o que comprometeria o sustento de sua família. Segundo ele, o medo de perder o acesso à ferramenta de trabalho muitas vezes obriga os motoristas a aceitarem situações de desrespeito e perigo sem buscar justiça.
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O caso de Marcos não é isolado e reforça um alerta para a categoria sobre os riscos enfrentados, especialmente durante a noite. Outros registros mostram motoristas sendo ameaçados por pedirem o uso do cinto de segurança ou lidando com passageiros embriagados e tentativas de assalto. Especialistas e colegas de profissão reforçam que a instalação de câmeras de monitoramento é, atualmente, a maior defesa desses profissionais, servindo tanto para inibir crimes quanto para provar a conduta correta do motorista em casos de falsas denúncias.