Apenas 16% dos cargos na área de regulação são ocupados por mulheres

Apenas 7 dos 50 diretores de agências reguladoras brasileiras são mulheres, ou 14% do total

A única destas entidades na qual uma mulher ocupa o cargo de diretora-presidente é a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), sendo a única também com duas mulheres na diretoria colegiada

A única destas entidades na qual uma mulher ocupa o cargo de diretora-presidente é a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), sendo a única também com duas mulheres na diretoria colegiada | Divulgação / Pixabay

Apenas 7 dos 50 diretores de agências reguladoras brasileiras são mulheres, ou 14% do total. A única destas entidades na qual uma mulher ocupa o cargo de diretora-presidente é a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), sendo a única também com duas mulheres na diretoria colegiada.

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Os números foram levantados pelo grupo Mulheres na Regulação, que reúne servidoras de diferentes órgãos, como PF (Polícia Federal), CVM (Comissão de Valores Mobiliários), além das agências e de pesquisadores e representantes da academia.

Das 11 agências federais listadas na lei nº 13.848/2019, cinco sequer possuem mulheres na direção: Anatel, ANTT, Ancine, Anac e ANM.

Se além das agências reguladoras forem incluídas outras instituições que também têm papel regulador, como o Banco Central, a CVM e o Inmetro, por exemplo, o padrão de desigualdade de gênero se repete. De um total de 74 dirigentes, só 12 são mulheres, ou seja, 16%. No Banco Central, todos os 29 ex-presidentes são homens.

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Michelle Holperin, idealizadora da iniciativa, afirma que o objetivo é popularizar o debate sobre a importância da regulação no Brasil, mas também criar uma rede de “networking” para o fortalecimento feminino no setor.