Brasil
Sistema ganha força nas próximas 24 horas e traz também rajadas de 100 km/h; saiba quais regiões devem redobrar a atenção
Imagem de satélite mostra as regiões que serão mais afetadas pelo ciclone no Brasil / Imagem ilustrativa gerada por IA/DL
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A trégua no tempo firme acabou. Meteorologistas confirmam a formação do primeiro grande ciclone extratropical de 2026, que começa a se estruturar nesta sexta-feira (09) entre o Uruguai e o Sul do Brasil. O sistema tem potencial destrutivo e deve mudar drasticamente o clima no fim de semana, afetando desde o Rio Grande do Sul até áreas do Sudeste e Centro-Oeste.
Diferente das chuvas de verão comuns, este fenômeno traz uma combinação perigosa de vendaval e frente fria intensa.
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O "coração" do ciclone atinge em cheio o Sul. O alerta máximo é para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde a pressão atmosférica despenca. Segundo modelos meteorológicos, as rajadas de vento podem superar os 100 km/h nas áreas costeiras e serranas entre a noite de sexta e o sábado (10). Há risco real de queda de árvores, destelhamentos e cortes de energia.
Quem está no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul não sentirá o vento mais forte, mas sim a instabilidade. O ciclone impulsiona uma frente fria potente que vai "chocar" com o ar quente que está parado na região. O resultado? Tempestades severas. A previsão indica chuva volumosa (podendo passar de 100mm em 24h), muitos raios e granizo isolado, especialmente na tarde de sábado.
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Já no litoral de SP o fenômeno causará um aumento excessivo do calor e vai jogar as temperaturas nas alturas, conforme matéria publicada recentemente.
A Marinha do Brasil já está em alerta. A formação do ciclone no oceano gera uma "pista de vento" que levanta o mar rapidamente. A navegação deve ser evitada. Ondas de 3 a 4 metros são esperadas no litoral gaúcho e catarinense, chegando a 2,5 metros no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro no domingo, provocando ressaca forte.
A Defesa Civil orienta que, ao perceber o aumento do vento, a população busque abrigo longe de estruturas metálicas e árvores. Para quem está no litoral curtindo as férias de janeiro, a ordem é sair da água assim que o tempo fechar. O sistema deve se afastar para alto-mar apenas na segunda-feira.
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