Brasil
O relato de Izabella Martins, que viralizou após encontrar 83 escorpiões escondidos em apenas nove folhas de uma palmeira, serve como um aviso urgente
O caso da palmeira azul da influencer ilustra perfeitamente o comportamento desses aracnídeos / Divulgação/Butantan
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O que era para ser apenas um detalhe estético no jardim de uma influencer no interior de São Paulo transformou-se em um cenário digno de filme de terror.
O relato de Izabella Martins, que viralizou após encontrar 83 escorpiões escondidos em apenas nove folhas de uma palmeira, serve como um aviso urgente: o escorpião-amarelo, espécie mais letal do Brasil, é um mestre do disfarce em áreas urbanas.
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O caso da palmeira azul da influencer ilustra perfeitamente o comportamento desses aracnídeos. Eles buscam locais escuros, úmidos e silenciosos. O que parecia uma planta ornamental inofensiva era, na verdade, um condomínio de ninhos.
Diferente do que muitos pensam, escorpiões não aparecem apenas em terrenos baldios. Eles estão cada vez mais adaptados às residências, utilizando frestas, entulhos e até a vegetação do quintal como abrigo.
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Para evitar que sua casa se torne o próximo alvo, o paralelo entre o caso da palmeira e a prevenção é claro: a limpeza precisa ser profunda. Confira como blindar seu lar:
Jardinagem não é só estética: Assim como no caso da influencer, o acúmulo de folhas secas em troncos de árvores ou arbustos é um convite para infestações. Podes periódicas e a remoção de restos orgânicos são essenciais.
Barreira física: O escorpião entra por onde pode. Vedar frestas em portas e janelas, além de instalar telas em ralos e caixas de esgoto, corta a "ponte" entre o quintal e a sala de estar.
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Corte o suprimento: O escorpião-amarelo se alimenta de insetos, especialmente baratas. Manter o lixo bem tampado e o ambiente limpo elimina o "cardápio" que atrai o invasor.
Luz contra o veneno: Como esses animais detestam claridade, investir em boa iluminação externa em muros e corredores ajuda a afastá-los durante a noite, período em que saem para caçar.
A primeira regra é nunca usar as mãos, mesmo com luvas comuns. Se encontrar um escorpião, mantenha distância e utilize ferramentas longas (pinças ou pás). O ideal é acionar o Centro de Zoonoses da sua cidade ou uma empresa especializada em controle de pragas.
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Atenção redobrada: Em caso de picada, o tempo é o seu maior aliado. Lave o local apenas com água e sabão e voe para um pronto-socorro. Para crianças e idosos, o risco de fatalidade é alto, e o uso do soro antiescorpiônico (disponível pelo SUS) deve ser imediato.