Presidente Lula condena os ataques dos Estados Unidos à Venezuela / Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Palácio do Planalto rompeu o silêncio sobre a intervenção militar em solo venezuelano. Através de seus canais oficiais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou forte repúdio à operação aérea comandada por Washington, classificando o episódio como um retrocesso democrático para o continente.
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
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Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.
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A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.
A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.
A captura de Nicolás Maduro e o bombardeio de alvos estratégicos como o Forte Tiuna dividiram as potências mundiais em dois blocos distintos:
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A condenação de Lula ocorre em um momento de extrema fragilidade na relação entre o Brasil e o governo de Maduro. Apesar da defesa da soberania venezuelana hoje, os últimos dois anos foram marcados por hostilidades: