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Brasil detém 25% de recurso escasso no mundo e pode virar a maior potência tecnológica

Com as segundas maiores reservas do planeta, o Brasil possui elementos estratégicos para a indústria de alta tecnologia que ficaram esquecidos por décadas e agora valem bilhões

Gabriel Fernandes

Publicado em 21/03/2026 às 15:03

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O Brasil é um dos poucos países do mundo que conta com grandes reservas de nióbio / Imagem Gerada por IA/Google Gemini

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Considerado o segundo país com as maiores reservas de terras raras do mundo, detendo 25% do total global, o Brasil possui territórios com componentes essenciais para quase todos os dispositivos tecnológicos modernos, sendo alvo de intensa cobiça internacional.

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Esses recursos estão distribuídos em diversas localidades do país, uma vez que as terras raras compõem um grupo de 17 elementos da tabela periódica.

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Onde estão localizadas?

Entre os diversos depósitos disponíveis no Brasil, destacam-se as argilas iônicas em Poços de Caldas (MG). Em Araxá e na Amazônia também é encontrado o nióbio da CBMM, que guarda um potencial estratégico e pode ser uma arma fundamental no combate a problemas globais.

Apesar da abundância nacional, o investimento em pesquisa e extração diminuiu a partir da década de 1990. Somente em 2010, devido a um atrito comercial entre Japão e China, os olhos do mundo voltaram a se concentrar no potencial brasileiro.

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Entre os diversos elementos disponíveis no Brasil, destacam-se as argilas iônicas, encontradas em abundância em Poços de CaldasEntre os diversos elementos disponíveis no Brasil, destacam-se as argilas iônicas, encontradas em abundância em Poços de Caldas (Imagem Gerada por IA/Google Gemini)

Importância econômica

Segundo o professor de engenharia Fernando José Gomes Landgraf, em entrevista ao Jornal da USP, é necessário negociar com inteligência o comércio desses minerais.

"Até onde a gente vai nas terras raras? É uma nova experiência desse tipo em que a gente vai entrar. Nós temos que ver bem onde é que a gente quer se colocar nesse mercado e aproveitar as oportunidades que existem", afirma.

Mesmo ciente dos impactos ambientais da mineração, o professor defende maior investimento na exploração. Ele indica a coexistência entre a atividade extrativista e a preservação, por meio de métodos que mitiguem os danos ao meio ambiente.

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Entre os componentes que são fabricados com os elementos que possuem nessas terras, estão os superímãs, usados na fabricação de carros elétricosEntre os componentes que são fabricados com os elementos que possuem nessas terras, estão os superímãs, usados na fabricação de carros elétricos (Imagem Gerada por IA/Google Gemini)

Fabricações

Entre os componentes fabricados com esses minerais estão os "superímãs", usados em carros elétricos e equipamentos eletrônicos avançados. Eles são a base para a inovação e o crescimento da indústria tecnológica, sendo cada vez mais demandados mundialmente.

Segundo Landgraf, "os ímãs de terras raras foram inventados nos Estados Unidos e no Japão há 40 anos; os americanos dominavam essa cadeia produtiva, da mineração e concentração até a separação, para produzir o superímã".

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