Nacional

Blue-Link: Universidade coordena iniciativa de R$ 7 milhões sobre ecossistemas

O projeto, coordenado pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg), integra instituições de várias regiões do país e busca ampliar a internacionalização da pós-graduação brasileira

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 26/03/2026 às 13:21

Atualizado em 26/03/2026 às 13:23

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A Universidade Federal do Rio Grande (Furg) coordena o projeto Blue-Link, rede nacional de pesquisa voltada ao estudo de ecossistemas estuarinos, costeiros e oceânicos / Divulgação/Secom/Furg

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Ganhando destaque nacional com um projeto inovador, a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), localizada no Rio Grande do Sul, assumiu a coordenação de uma rede nacional de pesquisa voltada ao estudo de ecossistemas estuarinos, costeiros e oceânicos.

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A iniciativa, chamada Blue-Link, foi classificada em oitavo lugar no edital do programa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) Global.edu, que seleciona projetos peara fortalecer a internacionalização da ciência brasileira.

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Com o objetivo de ampliar a cooperação científica nacional, a rede reúne instituições de diferentes regiões do país, estimulando a mobilidade acadêmica e expandindo a pesquisa brasileira no cenário internacional. De acordo com o órgão, o programa também promove a criação de redes temáticas entre universidades para incentivar formações de pesquisadores, bem como desenvolvimento de projetos estratégicos em pós-graduação.

O novo projeto destaca na área de pesquisa científica brasileira e se une ao projeto da cientista que descobriu uma forma de devolver os movimentos humanos. 

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Cooperação universitária

Além da própria Furg, responsável pela coordenação do projeto e por sua elaboração durante 2024, a Blue-Link também reúne outras instituições renomadas. Dentre elas, estão:

Universidade Federal do Amapá (Unifap);

Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar);

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Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS);

Instituto de Pesca da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

A diretora de pós-graduação da Furg, Fabiana Schneck, explicou, em entrevista ao portal GZH Zona Sul, que a iniciativa deve ampliar a inserção internacional da instituição e fortalecer parcerias científicas já existentes. A expectativa é que mesmo programas de pós-graduação com menor histórico de internacionalização também passem a estabelecer novas colaborações acadêmicas.

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Do mesmo modo, a escolha dos ecossistemas costeiros como foco de estudo está diretamente ligada à vocação científica dos estabelecimentos participantes. Outra fator consiste em divulgar a importância desses ambientes à sociedade, sejam nas atividades econômicas ou sociais (pesca, produção de alimentos, abastecimento de água e regulação climática).

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Projetos científicos

As ações previstas pela rede abrangem programas de mobilidade acadêmica, doutorado-sanduíche, missões científicas internacional, estimulando à dupla titulação em cursos de mestrado e doutorado.

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Em entrevista ao portal GZH Zona Sul, o secretário de Relações Institucionais da Furg e vice-coordenador da rede, Dariano Krummenauer, enfatiza que a estrutura da Blue-Link foi inspirada em consórcios acadêmicos internacionais, especialmente europeus e latino-americanos.

Investimentos

Além da Blue-Link, a Furg também integra a rede Sinpase, coordenada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Juntas, as duas propostas devem receber mais de R$ 7 milhões destinados a bolsas e iniciativas de internacionalização da pós-graduação, beneficiando principalmente estudantes de mestrado e doutorado.

Ao todo, o programa Capes Global.edu recebeu 54 propostas de redes acadêmicas, das quais 23 foram recomendadas e classificadas por nota, entre elas a Blue-Link, que ficou na oitava colocação nacional.

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Formação de especialistas

Na prática, a rede pretende desenvolver soluções voltadas à sustentabilidade e à chamada Economia Azul, conceito que envolve o uso sustentável dos recursos marinhos e costeiros.

Segundo o diretor de Pesquisa da Furg, Luis Fernando Marin, em entrevista ao portal GZH Zona Sul, a iniciativa deve contribuir para formar profissionais capazes de enfrentar desafios relacionados à emergência climática e ambiental, com impactos diretos em políticas públicas e cadeias produtivas ligadas ao oceano.

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*O texto contém informações dos portais GZH Zona Sul, Gov.br e UFDPar

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