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Detentora de 303 bilhões de barris em reservas, a Venezuela é hoje o cenário de um cabo de guerra direto entre os interesses de Washington e a dependência energética de Pequim
Venezuela é detentora de 303 bilhões de barris em reservas, o maior volume do planeta / Divulgação
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A intervenção militar liderada por Donald Trump e a custódia de Nicolás Maduro recolocam o petróleo no centro do tabuleiro geopolítico.
Detentora de 303 bilhões de barris em reservas, o maior volume do planeta, superando gigantes como Arábia Saudita e Irã, a Venezuela é hoje o cenário de um cabo de guerra direto entre os interesses de Washington e a dependência energética de Pequim.
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Atualmente, a China é o destino de aproximadamente 80% do óleo exportado pelos venezuelanos. Para manter esse fluxo sob o regime de sanções, o setor desenvolveu uma rede complexa de logística, incluindo intermediários discretos e embarcações com transponders desligados.
A estratégia americana para a era pós-Maduro já foi delineada. Donald Trump sinalizou que o controle interino do país servirá para abrir as portas às gigantes petrolíferas dos Estados Unidos.
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A promessa é de aportes bilionários para modernizar refinarias e campos de extração que hoje operam de forma precária.
Trump argumenta que a infraestrutura local foi erguida com tecnologia americana antes das nacionalizações e que o objetivo agora é retomar esse domínio no hemisfério ocidental.
Essa movimentação visa não apenas recuperar a economia venezuelana, mas também cortar o suprimento chinês, alterando drasticamente o equilíbrio de poder mundial.
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| País | Reserva Estimada |
| Venezuela | 303 bilhões |
| Arábia Saudita | 267 bilhões |
| Irã | 208 bilhões |
| Canadá | 159 bilhões |
| Iraque | 145 bilhões |