O presidente Donald Trump em discurso recente na Casa Branca / Reuters/Agência Brasil
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Em um desdobramento sem precedentes na política global, o presidente Donald Trump anunciou neste sábado (3) que os Estados Unidos assumirão a administração interina da Venezuela. A declaração ocorre poucas horas após uma operação militar de grande escala que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Segundo o g1, Trump foi enfático ao afirmar que Washington exercerá o controle direto sobre o país até que uma "transição adequada" seja estabelecida por um grupo designado pelos americanos. A estratégia marca o resgate da Doutrina Monroe, reafirmando a soberania de Washington sobre o Hemisfério Ocidental. Não está claro como ou quando a transição ocorrerá.
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"Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela", declarou Trump em pronunciamento para detalhar a operação de captura de Maduro.
Além do controle político, o foco imediato é a retomada da produção energética. "Vamos fazer o petróleo fluir", declarou o presidente, anunciando que gigantes petroleiras dos EUA entrarão em solo venezuelano para reconstruir a infraestrutura que, segundo ele, foi "roubada" do capital americano por regimes socialistas.
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Surpreendentemente, Trump indicou que a líder opositora María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz, não deve assumir o comando imediato. Segundo o republicano, ela "não tem o respeito que merece na Venezuela", sinalizando que o Secretário de Estado, Marco Rubio, já mantém diálogos com a vice-presidente do regime deposto, Delcy Rodríguez, para viabilizar a transição.
O jornal americano The New York Times, por sua vez, revelou que Delcy já teria assumido a presidência interina do país neste sábado (3) após a captura de Maduro, em uma cerimônia secreta na capital venezuelana. A informação teria sido confirmada ao veículo por dois interlocutores próximos ao governo, mas as fontes teriam pedido anonimato por questões de segurança. De toda forma, os EUA seguem à frente por um período.
Nicolás Maduro e sua esposa já estão sob custódia em um navio de guerra no Caribe e serão levados para Nova York, onde enfrentarão a Justiça americana.
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Enquanto isso, Donald Trump alertou que não hesitará em ampliar a presença de tropas em solo venezuelano para eliminar "maus elementos" que ainda resistem, consolidando o que chamou de "domínio americano inquestionável" na região.