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Uma corrida contra o tempo: civis fogem em massa no Líbano

Escolas e instalações da ONU estão lotadas; MSF relata congestionamentos e desespero nas estradas.

Nathalia Alves

Publicado em 03/03/2026 às 11:59

Atualizado em 03/03/2026 às 12:01

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Cenas de 2023 se repetem com famílias presas em engarrafamentos ou dormindo em carros após bombardeios / Reprodução/Wikimidia

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Uma corrida contra o tempo tomou conta do Líbano nesta segunda e terça-feira (2 e 3 de março). Milhares de civis fugiram de suas casas no sul e no leste do país após Israel intensificar os bombardeios aéreos e dar início a incursões terrestres em partes da fronteira.

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As forças israelenses emitiram ordens de retirada para moradores de mais de vinte cidades no sul libanês, em uma escalada que já deixou pelo menos 40 mortos e cerca de 30 mil deslocados, segundo autoridades libanesas e a ONU.

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A nova onda de violência amplia o conflito que se espalhou pelo Oriente Médio desde o último sábado (28), quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, resultando na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

A retaliação iraniana atingiu bases americanas em países do Golfo, e o Hezbollah, grupo xiita libanês aliado de Teerã, entrou no confronto no domingo (1º) em vingança pelo assassinato de Khamenei.

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"Aterrorizante e idêntico ao passado"

As equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) testemunham uma onda dramática de deslocamentos. Em meio a enormes congestionamentos nas estradas, pessoas fogem com poucos pertences, procurando desesperadamente abrigo.

"Eu acordei às 3 da manhã com ruídos aterrorizantes aos quais ninguém deveria estar acostumado", relatou Maryam Srour, profissional de MSF no Líbano, que teve de deixar sua casa em um subúrbio de Beirute durante a madrugada. "Foi quase idêntico ao que aconteceu há um ano e três meses: as pessoas fugindo sob ameaça de disparos. Houve muitas explosões, fogo, pessoas gritando".

O governo libanês informou que pelo menos 30 mil pessoas já buscaram abrigo em escolas e instalações da ONU, mas o número real deve ser maior, já que muitas dormem em carros ou estão presas em engarrafamentos.

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