Um mês após ser atingido por catástrofe, segundo ciclone atinge Moçambique

Uma pessoa morreu e um rastro de destruição foi deixado nos locais por onde o ciclone Kenneth passou

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26 ABR 2019Por Folhapress13h44

O norte de Moçambique foi atingido por um ciclone na noite desta quinta-feira (25). Uma pessoa morreu e um rastro de destruição foi deixado nos locais por onde o ciclone Kenneth passou.

Kenneth atingiu o país seis semanas depois do ciclone Idai matar centenas de moçambicanos e destruir a infraestrutura do país, deixando largas áreas alagadas. Enquanto o Idai foi um ciclone de categoria 4, este último foi um pouco mais fraco, de categoria 3, com ventos de até 160 km/h, segundo o porta-voz do Instituto Nacional de Meteorologia, Acacio Tembe, ouvido pela agência AFP. devido à queda de um coqueiro pelos fortes ventos.

Ao menos uma morte foi registrada até agora em Pemba, capital da província de Cabo Delgado e principal cidade do norte do país, provocada pela queda de um coqueiro. Também houve muita destruição e a ilha de Ibo, com população de 6 mil pessoas, teve 90% das casas destruídas.

O ciclone Idai, de seis semanas atrás, atingiu a região central de Moçambique, provocando mais de 600 mortes no país e quase mil vítimas na África, além de vasta destruição. Já o Kenneth atingiu a região norte do país - a distância entre os focos é de cerca de mil quilômetros.

Ainda devem ocorrer fortes chuvas na região nas próximas 24 horas e há risco de mais inundações e deslizamentos. Também há expectativa de dias contínuos de chuva intensa segundo Dipuo Tawana, meteorologista do Serviço Climático Sul-Africano, que disse à agência Reuters esperar precipitação de 500 a mil milímetros de chuva nos próximos quatro dias. O ciclone Idai causou precipitação que equivale à metade da prevista por Tawana.

De acordo com o comitê de emergência, cerca de 15 mil pessoas estão desalojadas e há necessidade de mais doações - como comida, água e tendas.

Apesar disso, o Kenneth já perdeu força e apresenta, nessa sexta-feira (26) ventos de até 70 km/h, tratando-se agora de uma tempestade tropical de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia.

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