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Três cervejas artesanais do Brasil são eleitas entre as melhores do mundo em competição

A consagração aconteceu na edição de 2025 do World Beer Cup, realizada nos Estados Unidos

Agência Diário

Publicado em 06/03/2026 às 20:08

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Resultado coloca o País entre potências da cerveja independente / Freepik

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O Brasil ganhou protagonismo no cenário cervejeiro internacional. Três rótulos artesanais do País foram reconhecidos como alguns dos melhores do mundo após vencerem categorias relevantes em uma competição global de grande prestígio.

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A consagração aconteceu na edição de 2025 do World Beer Cup, realizada nos Estados Unidos. A vitória chamou a atenção do setor e confirmou a evolução técnica das cervejarias independentes brasileiras.

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Mais do que um triunfo pontual, o resultado simboliza uma virada histórica. O País, tradicionalmente associado ao consumo de cerveja, passa a ser visto também como produtor de bebidas sofisticadas e competitivas no mercado internacional.

Criatividade e ingredientes locais

O avanço das cervejas artesanais no Brasil não aconteceu por acaso. Nos últimos anos, pequenos produtores apostaram em receitas originais, maturações cuidadosas e insumos regionais para criar sabores exclusivos.

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Essa busca por identidade própria despertou interesse fora do país. Avaliadores internacionais passaram a observar com atenção a produção brasileira, que combina tradição europeia com criatividade tropical.

Em 2025, o reconhecimento veio em forma de ouro. Três rótulos nacionais venceram categorias organizadas pela Brewers Association, entidade que representa as cervejarias independentes norte-americanas.

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Destaque duplo para cervejaria paranaense

A 277 Craft Beer, localizada em Foz do Iguaçu, foi responsável por duas das medalhas. A Quadruppel 277 venceu na categoria Belgian-Style Strong Specialty Ale, conhecida por cervejas intensas e encorpadas.

O rótulo passa um ano envelhecendo em barris de castanheira usados anteriormente para cachaça. A adição de melado amplia a complexidade aromática, trazendo notas que lembram frutas maduras e vinho licoroso.

Já a Canoa Quebrada conquistou o primeiro lugar na categoria Gose. Com base de trigo e cevada, a receita incorpora caju, criando uma combinação equilibrada entre leve acidez, frescor e um discreto toque salino.

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Leveza sem álcool também conquista jurados

A terceira medalha ficou com a Melancia SOUR’n Salt, da Sim! Cerveja, sediada em Campinas. O rótulo venceu entre as cervejas especiais sem álcool, mostrando que essa categoria também pode surpreender.

Com coloração avermelhada e leve turbidez, a bebida mistura melancia e hibisco, resultando em um sabor refrescante com acidez marcante e final salino. A proposta é harmonizar com pratos leves e preparações com frutos do mar.

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A marca se destaca por produzir exclusivamente cervejas sem álcool em sua própria estrutura. Pela legislação brasileira, essas bebidas podem ter até 0,5% de álcool, enquanto essa versão apresenta apenas 0,3%.

O desempenho brasileiro ganha ainda mais relevância diante da escala da competição, que reuniu milhares de rótulos de dezenas de países. A concorrência foi intensa em praticamente todas as categorias.

O resultado consolida a maturidade da produção artesanal nacional. O Brasil deixa de ser apenas um mercado consumidor expressivo e passa a ocupar posição de destaque entre os grandes produtores mundiais.
 

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