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Tesouro no espaço? NASA estuda asteroide de 'ouro' que vale trilhões, mas tem um problema

Localizado entre Marte e Júpiter, corpo celeste atrai atenção global por composição rica em ouro e metais raros

Luna Almeida

Publicado em 20/03/2026 às 12:15

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Estudos preliminares sugerem que a estrutura do asteroide contenha entre 30% e 60% de metais / Reprodução/JPL-Nasa

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O asteroide metálico conhecido como 16 Psyche voltou ao centro das atenções após a circulação de dados que o classificam como um verdadeiro tesouro flutuante no espaço. Com cerca de 226 quilômetros de diâmetro, ele é um dos maiores corpos metálicos já identificados no sistema solar, situado no cinturão de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter. 

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Estudos preliminares sugerem que sua estrutura contenha entre 30% e 60% de metais, predominantemente ferro e níquel, além de metais preciosos.

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Embora cálculos teóricos baseados nos preços de mercado da Terra apontem que a rocha espacial valha cifras trilionárias, astrônomos e economistas esclarecem que esses números não representam uma riqueza acessível. 

A ideia de trazer tal volume de minério para o nosso planeta causaria uma superoferta global instantânea, o que derrubaria os preços de materiais como o ouro e o ferro, inviabilizando qualquer lucro em larga escala.

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Veja também: Comportamento bizarro faz cometa 3I/ATLAS virar alvo prioritário da NASA

Missão da NASA possui foco científico e não comercial

Diferente das especulações sobre mineração espacial, a agência espacial americana não possui planos de exploração econômica para o corpo celeste. A missão Psyche, lançada em outubro de 2023, tem como objetivo exclusivo o estudo científico a partir da órbita do asteroide, sem previsão de pouso ou coleta de amostras físicas. 

A espaçonave está equipada com instrumentos de análise remota e deve alcançar seu destino final apenas em 2029.

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O interesse principal da comunidade científica reside na origem do 16 Psyche. Acredita-se que ele possa ser o núcleo exposto de um protoplaneta que perdeu suas camadas externas após colisões violentas durante a formação do Sistema Solar. 

Investigar sua composição e campo magnético oferece uma oportunidade única de entender como se formaram os núcleos de planetas rochosos, incluindo a própria Terra.

Dados técnicos e curiosidades sobre o 16 Psyche:

A NASA não possui planos de exploração econômica para o corpo celesteA NASA não possui planos de exploração econômica para o corpo celeste / Reprodução/JPL-Nasa

Localização: Cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter

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Tamanho: Aproximadamente 226 quilômetros de diâmetro

Composição estimada:

  • Ferro e Níquel (predominantes)
  • Ouro e metais raros (em menor escala)

Previsão de chegada da sonda: 2029

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Objetivo principal: Estudo da formação de núcleos planetários

A missão busca pistas inéditas sobre os processos violentos que moldaram os mundos ao nosso redor. 

Ao analisar o que sobrou desse possível núcleo planetário, os pesquisadores esperam responder perguntas fundamentais sobre a geologia do espaço e a evolução do nosso próprio quintal cósmico.

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