Rainha Elizabeth compara isolamento por coronavírus à separação de famílias na 2ª Guerra

Na mensagem, Elizabeth 2ª disse que a situação a fez lembrar de 1940, quando Londres era bombardeada pelos alemães e crianças foram mandadas para outros países da Commonwealth como medida de segurança

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05 ABR 2020Por Folhapress20h47

No quinto pronunciamento especial em seus 68 anos de reinado, a rainha Elizabeth 2ª, 93, comparou neste domingo (5) o isolamento provocado pelo coronavírus com a separação de famílias na Segunda Guerra Mundial, e disse aos britânicos que devem confiar na vitória.

Na mensagem, Elizabeth 2ª disse que a situação a fez lembrar de 1940, quando Londres era bombardeada pelos alemães e crianças foram mandadas para outros países da Commonwealth como medida de segurança.

Na época, antes de ser rainha, Elizabeth, então com 14 anos, disse em mensagem no rádio que compreendia o sofrimento de estar afastada das pessoas amadas, mas que as crianças poderiam aproveitar para conhecer coisas novas.

No pronunciamento deste domingo (5), ela afirmou aos britânicos que as medidas de isolamento são difíceis, mas que é possível aproveitá-lo para estar mais consigo mesmo e refletir.

"Ainda há muito o que suportar, mas melhores dias voltarão: estaremos de novo com nossos amigos, com nossas famílias. Vamos nos reunir outra vez", afirmou.

O governo espera que o comunicado ajude a convencer a população a respeitar as restrições -após várias medidas progressivas, o Reino Unido decretou quarentena no último dia 23.

Embora o país tenha enfrentado desafios no passado, este é diferente, afirmou Elizabeth 2ª na TV: "Agora nos juntamos a todas as nações do mundo com uma mesma missão, usando os grandes avanços da ciência e nossa compaixão instintiva para criar".

"Triunfaremos, e essa vitória vai pertencer a cada um de nós", disse ela.

A última vez que a rainha fez uma transmissão especial foi em 2012, em comemoração do Jubileu de Diamante, os 60 anos de coroação de Elizabeth como rainha. Antes disso, ela fez pronunciamentos em 2002, após a morte da rainha-mãe; em 1997, após o funeral da princesa Diana; e em 1991, sobre a Guerra do Golfo.

Em 25 de março, o príncipe Charles, filho da rainha Elizabeth e primeiro na linha de sucessão ao trono, recebeu o diagnóstico de coronavírus. Dois dias depois, o primeiro-ministro Boris Johnson também teve teste positivo para a Covid-19.

Até as 16h30 (horário do Brasil) deste domingo, o Reino Unido registrava 47.806 casos de coronavírus, com 4.934 mortes.